
Operação Carga Pesada mira postos de combustível suspeitos de margens abusivas (Foto: Instagram)
Nesta quarta-feira (23.set.2026), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) colocou em ação uma operação nacional para investigar possíveis aumentos abusivos nas margens de lucro de postos de combustíveis. A medida foi desencadeada após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) receber cerca de 330 denúncias de altas indevidas nos valores cobrados pelos revendedores.
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Com base nos autos de fiscalização encaminhados pela ANP, a Senacon instaurou 70 processos administrativos sancionadores contra diferentes estabelecimentos. Cada posto notificado tem um prazo de 20 dias para apresentar sua defesa formal.
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A investigação não mira diretamente o preço cobrado na bomba, mas sim possíveis aumentos injustificados nas margens de lucro, prática que pode gerar multas e outras sanções previstas pelo Código de Defesa do Consumidor.
Segundo dados da Senacon, o produto que mais preocupa é o diesel S10. No dia 19 de setembro, o preço médio nacional desse combustível atingiu R$ 7,13 por litro, um avanço de 2,3% em relação à semana anterior. As maiores oscilações foram observadas em postos da Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Sergipe e Tocantins.
No caso da gasolina comum, a alta média nacional ficou em 0,2% no mesmo período, com variações mais expressivas registradas em Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná e Piauí. Já o etanol registrou um aumento médio de 3,3% em apenas uma semana.
Batizada de operação Carga Pesada, a iniciativa reúne esforços da Senacon, dos Procons estaduais e municipais e da ANP em ações de fiscalização por todo o país. A operação também poderá receber apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Força Nacional.
A secretaria informou que fornecerá orientações técnicas e instrumentos padronizados para auxiliar os Procons na coleta de informações e na condução das fiscalizações. Consumidores que identificarem eventuais irregularidades nos preços podem registrar denúncias junto aos Procons ou diretamente na ANP.
Para facilitar a apuração, recomenda-se informar o nome e endereço do estabelecimento, o tipo de combustível, o valor praticado e a data da ocorrência. Sempre que possível, o denunciante deve anexar notas fiscais ou outros comprovantes como evidência.








