
Enes Kanter Freedom e Royce White se inscrevem no draft da WNBA para exigir definição clara de mulher na liga (Foto: Instagram)
Dois ex-jogadores da NBA, Enes Kanter Freedom e Royce White, anunciaram publicamente que vão se inscrever no draft da WNBA, a principal liga de basquete feminino dos Estados Unidos, com o objetivo de forçar a entidade a estabelecer critérios claros sobre o que configura uma mulher para fins de elegibilidade esportiva. Ambos afirmam que, diante da ausência de regras específicas, podem cumprir os requisitos atuais para disputar a competição.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A mobilização ganhou força após comentários feitos em julho pela atleta Sophie Cunningham, do Phoenix Mercury, defendendo limitações a meninas e mulheres transgênero em competições femininas. Segundo informações divulgadas pela ESPN, a declaração reacendeu o debate em torno de possíveis lacunas jurídicas na convenção coletiva da WNBA.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Cunningham revelou ter recebido “muitos comentários negativos” após defender sua posição, afirmando que não nutre ódio contra pessoas trans, mas que pretende “oferecer amor, verdade e honestidade”. A jogadora ressaltou a necessidade de “proteger meninas, dentro e fora dos vestiários, que não deveriam competir contra homens biológicos em modalidades femininas”.
Atualmente, a convenção coletiva de trabalho da WNBA apenas estabelece que “somente jogadoras que são mulheres são elegíveis para jogar”, sem detalhar critérios de autoidentificação, exames médicos ou comprovantes legais. Essa indefinição abre margem para questionamentos sobre inclusão e fairness no esporte.
Em agosto, Enes Kanter Freedom publicou um vídeo no Instagram afirmando que, se basta “declarar quem você é” para ingressar na liga, ele atende “todos os requisitos” e oficializou sua candidatura ao draft de abril de 2027. Na legenda, afirmou ter analisado “cuidadosamente” as normas da WNBA e pediu que as regras sejam aplicadas de forma “igualitária” e coerente com valores defendidos por jogadoras e treinadoras.
No dia 23 de agosto, Kanter Freedom compareceu ao jogo entre Chicago Sky e Indiana Fever vestindo uma camiseta preta com os dizeres “Mulher, substantivo. Ser humano adulto do sexo feminino” e acabou expulso após um desentendimento com a norte-americana Natasha Cloud. Em novo vídeo, em 4 de setembro, reiterou que, caso a liga não defina legalmente o que é mulher, terá “o maior prazer” em assumir a posição de comissário para “restaurar a justiça” e “devolver a grandeza” ao campeonato.
Royce White também anunciou planos de se inscrever na WNBA. Em publicações no Instagram, ele aparece com uma peruca loira e declara se identificar como mulher, sustentando seu direito de competir na liga. Em 28 de agosto, White marcou presença no duelo entre Connecticut Sun e Indiana Fever, em Indianápolis, novamente usando a peruca para reforçar sua mensagem de autoidentificação.








