
Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião emergencial em Brasília (Foto: Instagram)
Um grupo próximo ao primeiro escalão do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já trabalha com a hipótese de derrota eleitoral para o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no segundo turno. A avaliação interna aponta para a dificuldade em conquistar os milhões de votos necessários para reverter a vantagem do adversário, algo inédito em eleições presidenciais desde o início da redemocratização.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Mesmo antes de a disputa ser confirmada, a campanha de Lula mapeou eleitores que não compareceram no primeiro turno. No Nordeste, principal reduto petista, a abstenção alcançou 18,36%, abaixo da média nacional de 21,08%, mas ainda o maior índice desde 1998. Ao todo, foram 33.469.244 ausentes nas urnas, um número recorde para esta fase do pleito.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
No entorno da campanha, persiste o pessimismo sobre a possibilidade de angariar votos de eleitores de direita, especialmente dos seguidores de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Ainda assim, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, indicou na última sexta-feira (2.out) o interesse em dialogar com setores da direita “democrática” dispostos a se alinhar ao projeto petista.
Outros estrategistas, porém, defendem que o jogo começa do zero no segundo turno e que há espaço para ampliação da base de apoio. Ao mesmo tempo, reconhecem que Flávio Bolsonaro pode ampliar a votação conquistada em 2 de outubro. Após a apuração, Edinho minimizou a diferença de 2 pontos percentuais entre os candidatos e anunciou busca por lideranças de outros partidos para reforçar a campanha de Lula.
“Vamos conversar com todas as lideranças que queiram construir um Brasil que não se entregue às milícias e que queira discutir futuro”, afirmou o dirigente petista ao destacar a abertura para novas alianças.
Apesar do otimismo de Edinho, o presidente perdeu cerca de 3,4 milhões de votos em relação ao primeiro turno de 2022, um recuo considerado expressivo pela coordenação de campanha.
Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentarão no segundo turno em 25 de outubro. O candidato do PL obteve 47,03% dos votos válidos, equivalente a 56.104.503 votos, enquanto Lula recebeu 45,16%, totalizando 53.879.538 sufrágios. Trata-se da menor diferença percentual registrada em um segundo turno desde 1989.
Para reagir ao cenário, a campanha petista promoveu um encontro emergencial nesta segunda-feira (5.out) no Hotel San Marco, em Brasília. Participaram ministros e aliados que disputaram governos estaduais e vagas no Senado, entre eles Paulo Pereira, João Campos, Lucas Ribeiro, João Azevêdo, Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e Jaques Wagner.








