
Clientes revoltados com exibição de cenas de sexo em cartório de Salvador (Foto: Instagram)
Numa tarde de quinta-feira (26/03/2026), clientes que aguardavam atendimento no Cartório Catizane, no bairro Caminho das Árvores, em Salvador, se depararam com uma exibição inesperada e desconcertante. Por volta das 14h, a televisão instalada na sala de espera transmitia cenas de sexo e nudez do longa “Amor e Outras Drogas”, deixando muitos presentes surpresos. A ocorrência gerou imediato incômodo, já que o ambiente é público e pode receber pessoas de diferentes faixas etárias. As reações foram registradas por quem estava no local, provocando forte repercussão em redes sociais e grupos de mensagens.
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Nos vídeos e fotos compartilhados com o portal BNews, nota-se claramente a exibição de cenas íntimas na tela enquanto clientes folheavam documentos ou aguardavam sua vez. O filme protagonizado por Anne Hathaway e Jake Gyllenhaal traz sequências explícitas que não condizem com um espaço voltado ao atendimento civil. Alguns usuários chegaram a questionar se houve falha técnica ou desatenção dos funcionários, já que o aparelho não aparentava apresentar problemas de legenda ou formato, mas reproduzia diretamente o conteúdo adulto.
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Com o clima de revolta instalado na recepção, diversas pessoas externaram preocupação com a possibilidade de crianças e adolescentes circulando no local. “Podia ter menores aqui dentro”, afirmou uma testemunha, ressaltando que o cartório conta com uma área ampla e sem restrições de acesso. A situação motivou comentários sobre a necessidade de supervisão das mídias veiculadas em espaços públicos, além de críticas à gestão do estabelecimento por não ter identificado ou interrompido a transmissão imediata.
A reportagem tentou contato com a administração do Cartório Catizane para obter esclarecimentos, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para futuras declarações, e nenhum posicionamento oficial foi divulgado até o momento. Clientes que estavam à espera decidiram registrar reclamações junto a órgãos de defesa do consumidor e avaliam tomar providências judiciais, caso a experiência negativa não seja reconhecida pela direção do cartório.
Esta não é a primeira vez que se gera debate sobre o uso de equipamentos eletrônicos em locais de serviço público sem controle prévio do conteúdo. Especialistas em direito do consumidor ponderam que os estabelecimentos devem adotar políticas claras sobre o tipo de programação exibida em áreas de uso comum, evitando transtornos e garantindo o respeito aos frequentadores. No caso do Cartório Catizane, a expectativa agora é por uma justificativa oficial e eventuais medidas para impedir a repetição do episódio.







