Duas motoristas de aplicativo são assassinadas em intervalo de menos de 48 horas

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Alice Dresch, 74, e Silvana Nunes de Almeida de Souza, 39, motoristas de aplicativo assassinadas em Santa Catarina. (Foto: Instagram)

Em menos de 48 horas, Santa Catarina registrou dois casos de assassinato de mulheres que trabalhavam como motoristas de aplicativo. As mortes ocorreram em cidades distintas do estado e estão sob investigação da Polícia Civil. As vítimas foram identificadas como Alice Dresch, de 74 anos, e Silvana Nunes de Almeida de Souza, de 39 anos. Ambas foram mortas enquanto atendiam corridas por meio de plataformas digitais, despertando alerta sobre a segurança desses profissionais.

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O primeiro episódio aconteceu em Canelinha, na região da Grande Florianópolis. Conforme as autoridades, Alice Dresch desapareceu durante uma viagem e, posteriormente, seu corpo foi encontrado às margens de um riacho local. Ainda não há confirmação sobre a causa exata da morte, mas um suspeito já foi identificado. A Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos periciais — incluindo exames de balística e toxicológicos — para avançar nas investigações e estabelecer o que ocorreu no trajeto.

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Menos de dois dias após o primeiro crime, Silvana Nunes de Almeida de Souza foi vítima de sequestro ao realizar uma corrida entre Videira e Fraiburgo, na região do Meio-Oeste catarinense. Segundo a polícia, o autor do crime exigiu transferências via Pix da família para liberação da passageira. Depois de receber o valor, o suspeito efetuou disparos contra a motorista, matou-a e escondeu o corpo em uma área de mata fechada.

O principal investigado foi preso em flagrante enquanto tentava fugir, próximo ao local onde o cadáver de Silvana foi localizado. Em depoimento, ele confessou participação no sequestro e no homicídio. A Polícia Civil mantém as diligências para esclarecer todos os detalhes do crime e para verificar se existe qualquer vínculo entre este caso e o assassinato de Alice.

Especialistas em segurança pública ressaltam que esses episódios evidenciam a urgência de reforçar protocolos de proteção e monitoramento para motoristas de aplicativo. Entidades de classe e autoridades avaliam adotar sistemas de rastreamento em tempo real, botões de pânico e parcerias com forças de segurança, especialmente para corridas em horários de menor movimento. Até o momento, não há indicações de que outros profissionais tenham sofrido ataques semelhantes nas últimas semanas, mas o clima de apreensão segue elevado.