
Lula pediu que mulheres não votem em Flávio Bolsonaro durante ato de campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, na véspera do segundo turno. (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mencionou o caso de Ana Clara, menina de 5 anos morta por um disparo de arma de fogo, para pedir que mulheres não votem em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. A declaração foi feita neste sábado (24.out.2026), durante um ato de campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro, na véspera da votação.
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Ana Clara morreu em 2021, atingida por um tiro de fuzil durante uma ação policial em Niterói (RJ). O policial militar Bruno Dias Delaroli foi denunciado por homicídio. Em 2024, Flávio recorreu ao STJ para tentar evitar que o agente fosse levado a júri popular, mas o recurso foi rejeitado. O julgamento, previsto inicialmente para 21 de outubro de 2026, foi adiado para 5 de maio de 2027.
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No debate de sexta-feira (23.out), Lula questionou Flávio sobre sua atuação em defesa do policial. Ao responder, o senador se confundiu e chamou pelo nome da filha a mãe da menina, Cristiane, que acompanhava o debate na primeira fila. “Ana Clara, eu quero falar pra senhora prestar de verdade a minha solidariedade por uma tragédia que aconteceu. Eu não consigo imaginar o que é perder uma filha de 5 anos de idade”, afirmou, sem olhar para Cristiane.
Em Copacabana, Lula criticou a reação do senador. Sem mencionar Flávio pelo nome, fez referência a “colocar um miliciano dentro do Palácio do Planalto” e questionou a resposta dada por ele sobre o caso durante o debate da Globo. “Vocês viram o cinismo dele ao falar da morte da menina”, declarou o presidente.
A primeira-dama Janja Lula da Silva também convocou as mulheres a comparecer às urnas. “Nós, mulheres, somos as guardiãs da democracia”, disse. Ela afirmou que as políticas públicas do governo Lula afetam diretamente a vida das mulheres e pediu que as eleitoras votem no presidente.
A concentração para a caminhada começou por volta das 8h no Posto 5, na avenida Atlântica. O ato estava previsto para as 10h, e Lula chegou às 9h40. Durante o percurso, foi tocado o jingle “Bota pra Virar”, do cantor e compositor baiano O Kannalha. Cartazes de apoiadores exibiam mensagens como “Ainda há esperança”.
Antes do evento, Lula conversou com jornalistas e disse estar confiante na reeleição. Ele usava um boné com a inscrição “Silva” e uma estrela vermelha. A caminhada foi um dos últimos compromissos da campanha antes da votação. Após o ato no Rio, o presidente seguiu para São Paulo, onde participaria de uma caminhada na Avenida Paulista. Também estiveram presentes Janja, Benedita da Silva (PT-RJ), Aloizio Mercadante, Eduardo Paes (PSD), Eduardo Cavaliere (PSD) e Rodrigo Neves (PDT).








