Médico do Einstein publica que não atende “petistas vagabundos”

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Cardiologista que atende no Einstein diz que não atende eleitores do PT; hospital repudia discriminação. (Foto: Instagram)

O cardiologista Clederson Henry Dina, que atende no Einstein Hospital Israelita, publicou nas redes sociais ataques a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e declarou que não atende eleitores do partido. Em nota, o Einstein repudiou manifestações discriminatórias e informou que o caso está sendo conduzido conforme suas normas e diretrizes institucionais.

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Em um story publicado no Instagram, Dina escreveu: “Não atendo petistas vagabundos”. Na mesma postagem, afirmou ter “recursos” para recusar pacientes, mas não explicou como identificaria a orientação política de quem procura atendimento.

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As publicações foram apagadas antes de completar as 24 horas em que os stories ficam disponíveis. No sábado, 24 de outubro, depois de receber centenas de comentários críticos em suas fotos em reação às declarações, o cardiologista também tornou privado o perfil na rede social.

A resolução nº 2.217, de 2018, do Conselho Federal de Medicina (CFM), que institui o Código de Ética Médica, determina que o exercício da profissão não admita discriminação de nenhuma natureza. O artigo 7º do capítulo 3 também proíbe que médicos recusem atendimento em serviços de urgência e emergência quando prestá-lo for uma obrigação profissional, mesmo que a maioria da categoria decida em sentido contrário.

Antes da repercussão das postagens, a biografia de Dina no Instagram informava que ele atendia no Einstein e na clínica do infectologista David Uip, diretor nacional de infectologia da Rede D’Or. Depois que o caso ganhou destaque, as referências às instituições foram removidas do perfil. A clínica David Uip foi procurada e ainda não havia respondido.

O Einstein declarou que as manifestações individuais de seus médicos não representam a posição institucional. A organização afirmou repudiar veementemente ações discriminatórias e não tolerar condutas que desrespeitem os direitos de qualquer pessoa. Também ressaltou que esses princípios são inegociáveis e integram as regras gerais da atividade médica na instituição. Segundo a nota, cerca de 20 mil médicos, autônomos e contratados, atuam no hospital, e o caso está sendo tratado conforme o código de ética, os princípios e as diretrizes internas.