
Justiça Eleitoral determina prisão de servidor da Semob por redução da frota de ônibus em Salvador durante o segundo turno (Foto: Instagram)
A Justiça Eleitoral da Bahia determinou neste domingo (25.out.2026) a prisão de Pablo Souza, da Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador (Semob), devido à redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições. A decisão foi tomada em meio a questionamentos sobre a oferta de transporte público na capital baiana no dia da votação.
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Mais cedo, a Justiça havia ordenado o restabelecimento integral da frota de ônibus de Salvador. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mauricio Kertzman Szporer, estabeleceu multa de R$ 1 milhão por hora caso a determinação não fosse cumprida. As informações são do G1.
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A ordem atende a um pedido da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. A entidade acionou a Justiça contra o prefeito Bruno Reis (União Brasil) e os proprietários das empresas de transporte. No primeiro turno da eleição presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 66,17% dos votos válidos na Bahia e 65,26% em Salvador.
Segundo a federação, o transporte público da capital baiana funcionava com uma redução superior a 50% da frota disponível em dias úteis. Para fundamentar a solicitação, foram apresentados vídeos que, de acordo com a entidade, mostrariam ônibus parados nas garagens às 11h05.
A Semob recebeu notificação para comprovar, em até uma hora, que cumpriu a determinação. A decisão também mandou notificar as concessionárias e pediu apoio da Polícia Civil para fiscalizar a execução da medida.
Em entrevista a jornalistas, Bruno Reis declarou que houve atraso logístico, mas afirmou que os veículos estariam disponíveis para os eleitores. O prefeito disse que a gestão já oferecia transporte gratuito nas eleições antes da decisão judicial. Também atribuiu parte do atraso a problemas operacionais nas garagens e a mobilizações políticas no momento da saída dos ônibus, acrescentando que a frota estava rodando para transportar eleitores sem cobrança.
Em São Paulo, a campanha de Lula e a federação também recorreram à Justiça Eleitoral por causa da falta de transporte coletivo. O advogado da campanha, Michel Bertoni Soares, afirmou que faltavam veículos na zona leste da capital e em vias como a avenida Paulista. Ele mencionou ainda a indisponibilidade de passagens intermunicipais no site da concessionária e a exigência de retirada presencial nos guichês para obter a gratuidade. A equipe pediu providências para assegurar o deslocamento dos eleitores.








