
Presidentes das pastas reunidos no Palácio do Planalto durante encontro de Lula nesta terça-feira (Foto: Instagram)
Na manhã desta terça-feira (31/03/2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu os titulares das pastas no Palácio do Planalto diante de um cenário de profunda reformulação. A medida ocorre num momento em que cerca de 20 integrantes do governo devem deixar seus cargos até sábado (4) para disputar as eleições de 2026, movimentação que representa uma das maiores debandadas ministeriais da história recente do país.
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Oficialmente, o encontro tem o objetivo de alinhar as prioridades de gestão e revisar o plano de ação para o próximo período. Contudo, nos bastidores, a expectativa é de que Lula anuncie mudanças na Esplanada dos Ministérios ao longo da reunião. A saída em massa de cerca de 20 nomes supera o recorde de 2022, quando dez ministros se afastaram para concorrer durante o governo de Jair Bolsonaro.
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Com a desincompatibilização dos titulares, a tendência é que secretários-executivos e demais ocupantes de cargos de confiança assumam interinamente as pastas, garantindo a continuidade administrativa. No Ministério da Educação, por exemplo, o secretário-executivo Leonardo Barchini desponta como provável interino após a saída de Camilo Santana, que disputará o governo estadual. Simone Tebet (PSB) já confirmou sua despedida para lançar pré-candidatura e aguarda anúncio do substituto.
Entre os demais nomes que deixarão cargos esta semana, Gleisi Hoffmann confirmou saída para disputar o Senado. Renan Filho deve renunciar para concorrer ao governo de Alagoas, enquanto Rui Costa é cotado para uma vaga na mesma Casa. Paulo Teixeira prepara-se para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, abrindo caminho para Fernanda Machiaveli, que poderá ser a primeira mulher a comandar a pasta. Anielle Franco também se retirará para concorrer a deputada federal.
Algumas mudanças já foram efetivadas. Fernando Haddad deixou o Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo, passando o comando ao secretário-executivo Dario Durigan. Há ainda previsão de remanejamentos internos, como o possível deslocamento de André de Paula para o Ministério da Agricultura, hoje sob responsabilidade de Carlos Fávaro.
Segundo interlocutores do Planalto, pastas sem novos titulares definidos até o término da reunião poderão ficar sob supervisão interina até a decisão final do presidente. A movimentação reforça a intenção de Lula de promover uma ampla reforma ministerial antes do início do processo eleitoral em 2026.







