
Ediane Maria acionou o Ministério Público para investigar a operação dos ônibus em São Paulo durante o segundo turno das eleições de 2026. (Foto: Instagram)
A deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP) acionou o Ministério Público de São Paulo neste domingo (25) para que sejam investigadas possíveis irregularidades na circulação dos ônibus municipais durante o segundo turno das eleições de 2026. A iniciativa ocorreu em meio a relatos de passageiros sobre demora no transporte e dificuldades para chegar aos locais de votação.
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A representação pede a apuração da quantidade de veículos que efetivamente circularam e das condições em que o serviço de transporte coletivo foi prestado na capital paulista. O documento também solicita medidas urgentes para assegurar a regularidade e a continuidade do transporte público, além de ações para prevenir problemas semelhantes em futuras eleições.
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No sábado (24), a Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura de São Paulo colocasse nas ruas 100% da frota operacional de ônibus neste domingo, com frequência equivalente à dos dias úteis. A decisão foi tomada pelo juiz Tiago Ducatti Machado, da 1ª Zona Eleitoral, após uma ação popular apresentada por parlamentares do PSOL.
A determinação prevê multa de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento. A Justiça também indicou que, se forem comprovadas as condições previstas na decisão, a situação poderá caracterizar crime eleitoral. Ediane Maria pediu que a Prefeitura, a SPTrans e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte apresentem registros detalhados da operação.
Entre as informações solicitadas estão o número de ônibus em circulação por linha, região e faixa horária, além da frota prevista e das viagens programadas e realizadas. A representação também pede dados sobre intervalos entre veículos, cancelamentos e ônibus disponibilizados. A deputada solicita ainda a apuração de eventuais responsabilidades administrativas, civis, criminais e eleitorais, conforme os fatos comprovados e a competência de cada órgão.
O Partido dos Trabalhadores também levou questionamentos sobre a operação à Justiça Eleitoral. Segundo a Agência Brasil, o presidente estadual do partido, Kiko Celeguim, afirmou que a legenda recebeu relatos de que apenas 60% da frota estaria em operação. O PT pediu a regularização do serviço e a extensão do horário de votação nas regiões afetadas.
A Prefeitura informou que a SPTrans comunicou as concessionárias sobre a decisão judicial no sábado. De acordo com a empresa, a notificação foi feita às 13h10 e, 22 minutos depois, as operadoras já tinham sido avisadas. A SPTrans também mencionou dificuldades para reorganizar escalas de trabalho e ampliar a operação em prazo reduzido. À CNN Brasil, Ricardo Nunes declarou que a frota operava normalmente e que a oferta de ônibus superava a demanda, em contraste com os relatos de passageiros e as denúncias de representantes partidários. A apuração deverá esclarecer se houve descumprimento das obrigações de transporte no dia da votação.








