
Trump afirmou que acompanha o segundo turno da eleição brasileira, mas evitou declarar apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro. (Foto: Instagram)
Donald Trump afirmou neste domingo (25) que acompanha o segundo turno da eleição brasileira entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas evitou declarar preferência por um dos candidatos. Questionado por jornalistas sobre a disputa, o presidente dos Estados Unidos respondeu: “Não quero entrar nesse assunto, mas estamos monitorando”.
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A declaração foi feita no dia em que os brasileiros decidem quem comandará o país a partir de janeiro de 2027. Embora não tenha endossado nenhum candidato neste domingo, Trump já havia elogiado o desempenho de Flávio no primeiro turno e previsto uma disputa apertada na etapa final.
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O interesse de Trump pela eleição não começou nesta data. Em 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno, ele disse que acompanhava de perto a votação no Brasil. Ao deixar a Casa Branca para viajar ao Texas, destacou a importância do país e elogiou os brasileiros, sem declarar apoio a qualquer concorrente.
Depois da primeira votação, o presidente americano classificou o resultado de Flávio como uma grande vitória. Também elogiou a rapidez da apuração brasileira e usou a comparação para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos.
A fala deste domingo ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação do governo americano na eleição brasileira. Em setembro, parlamentares democratas acusaram a administração Trump de pressionar instituições do Brasil por meio de instrumentos econômicos, políticos e diplomáticos. Eles também cobraram garantias de que o resultado das urnas seria respeitado.
Uma investigação publicada pela Reuters na véspera do segundo turno trouxe novos elementos ao debate. Dez funcionários e ex-funcionários americanos ouvidos pela agência relataram que dois integrantes do Departamento de Estado trabalharam para favorecer o retorno da família Bolsonaro ao poder. A Reuters, contudo, afirmou não ter conseguido determinar em que medida os dois atuavam sob ordens da Casa Branca ou do secretário de Estado, Marco Rubio.
Em resposta à Reuters, o Departamento de Estado declarou que os brasileiros têm o direito de escolher seus governantes em eleições livres e justas. A pasta defendeu as medidas adotadas pelos Estados Unidos como ações destinadas a proteger a liberdade de expressão e combater o narcotráfico. Trump, por sua vez, limitou-se a dizer que monitora a disputa, sem detalhar como acompanha o processo ou anunciar medidas relacionadas ao segundo turno.








