
Tela de smartphone exibe ícones de redes sociais, hoje principais fontes de informação política no Brasil. (Foto: Instagram)
Uma pesquisa do instituto Quaest, divulgada em janeiro de 2026, sinaliza uma inversão histórica no consumo de informações políticas no Brasil. Segundo o levantamento, 39% dos entrevistados apontaram as redes sociais como principal fonte de notícias sobre política, ultrapassando pela primeira vez a televisão, que ficou com 34% das preferências. Essa mudança reflete a rapidez na adoção das plataformas digitais e a busca por conteúdos mais segmentados pelos eleitores.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
No detalhamento dos dados, observa-se que o crescimento das redes sociais ocorreu de forma acelerada após dezembro de 2025, quando ambas as mídias estavam empatadas tecnicamente em 35% de preferência. Além disso, o estudo destaca que perfis como BacciNotícias, G1 e Metrópoles lideram o engajamento no Instagram, consolidando a presença de grandes portais e influenciadores nessas plataformas.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Desde o início da série histórica da Quaest, em maio de 2024, a televisão dominava de forma consistente a preferência do público. No entanto, o empate técnico registrado em dezembro de 2025 evidenciou uma tendência de migração para as redes sociais, fomentada por ferramentas de compartilhamento instantâneo e algoritmos que priorizam conteúdos adaptados ao perfil do usuário.
O levantamento também segmentou o consumo de notícias por perfil político. Entre os simpatizantes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os chamados Lulistas, 62% afirmaram que as informações sobre o governo federal eram “mais positivas”. A Esquerda não lulista acompanhou de perto, com 54% de otimismo em relação às reportagens sobre a gestão.
Por outro lado, o grupo dos Bolsonaristas apresentou uma visão contrária: 76% disseram perceber as notícias do governo como predominantemente negativas. Os Independentes, segmento crucial para o equilíbrio eleitoral, revelaram ser o mais crítico, com 45% classificando as informações como negativas e apenas 19% as considerando positivas.
A pesquisa também aponta um domínio digital mais forte da Direita em comparação à Esquerda, o que reforça a consolidação de bolsonaristas e não lulistas no ambiente virtual. Mesmo com a disparada das redes sociais como fonte principal, o estudo ressalta que a televisão continua relevante, pois o eleitor brasileiro mantém um comportamento híbrido. Para as eleições de 2026, as campanhas devem equilibrar ações entre ambos os meios para alcançar audiências diversificadas.







