
Zanin determina votação até as 19h após campanhas pedirem prorrogação (Foto: Instagram)
No segundo turno das eleições, realizado no domingo (25.out.2026), as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir mais tempo de votação. Os pedidos, apresentados a partir do início da tarde, apontaram dificuldades de deslocamento de eleitores em diferentes Estados. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou que a votação fosse estendida até as 19h em todo o país. A decisão saiu pouco depois das 17h, quando diversas seções já tinham encerrado as atividades, e não alcançava as urnas que já haviam sido fechadas ou entregues à Justiça Eleitoral.
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Às 13h22, a campanha de Lula protocolou o primeiro pedido de prorrogação, citando a falta de ônibus em municípios da Bahia. Às 15h42, alterou a solicitação e passou a pedir a extensão do horário em todos os Estados. Dez minutos depois, a equipe de Flávio Bolsonaro também acionou o TSE. Alegou problemas causados por chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia em localidades diferentes. O pedido mencionava 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina e solicitava que a divulgação dos resultados da eleição presidencial só começasse depois do encerramento da votação nesses municípios.
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Às 16h22, a campanha petista levou o pedido ao STF e formalizou a solicitação para que a votação fosse estendida em todo o território nacional. Às 16h33, Zanin foi sorteado relator da reclamação. Às 17h, grande parte das urnas foi fechada e o TSE iniciou a contagem dos votos. Três minutos depois, foi divulgada a decisão do ministro, que determinou a ampliação do prazo até as 19h e atribuiu ao TSE a execução da medida.
Às 17h06, com 0,25% das urnas apuradas, o TSE interrompeu a contagem e a divulgação dos votos. O tribunal comunicou a suspensão às 17h20. Às 17h49, informou às seções eleitorais que a prorrogação valeria para as urnas ainda não fechadas. A votação nacional terminou novamente às 19h, quando a apuração foi retomada.
Com 100% das urnas apuradas, às 23h38, o sistema do TSE apontava Lula com 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro, seu principal adversário, obteve 48,21%. O resultado confirmou a reeleição do petista, que assumiria seu quarto mandato à frente do Executivo.
Ao comemorar a vitória no domingo (25.out), Lula afirmou que a derrota de Flávio representava também uma derrota do “negacionismo” e da “mentira”. Apesar de sua campanha ter pedido a prorrogação do horário de votação, o senador criticou a medida e declarou que “não reconhece” a vitória do presidente. Após a divulgação do resultado, Flávio disse a jornalistas que pediria a anulação do pleito.








