EWZ cai 27,40% em Nova York após reeleição de Lula

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O EWZ recuava 17,97% no pós-mercado de domingo, após a confirmação da reeleição de Lula; na pré-abertura de segunda-feira, a queda chegou a 27,40%. (Foto: Instagram)

O EWZ, fundo negociado na Bolsa de Nova York que acompanha ações brasileiras, caía 17,97%, a US$ 34,94, às 21h52 de domingo (25.out.2026), no pós-mercado, após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Às 6h de segunda-feira (26.out), a queda na pré-abertura chegava a 27,40%.

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O pós-mercado ocorre depois do fechamento regular das Bolsas norte-americanas. As oscilações desse período podem indicar a reação dos investidores antes da abertura do pregão seguinte, mas não definem o desempenho das negociações regulares. O EWZ é um ETF, fundo que reúne ações de várias empresas, e acompanha o índice MSCI Brazil, composto por companhias brasileiras de médio e grande porte.

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Principal fundo de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, o EWZ serve como indicação da reação dos investidores antes da abertura da B3 nesta segunda-feira (26.out). Setores financeiro, de energia e de materiais estão entre os mais representados em sua carteira. Também havia perdas expressivas nos recibos de ações de empresas brasileiras negociados nos EUA.

Por volta das 21h15, os ADRs da Petrobras sob o código PBR, que representam ações ordinárias (PETR3), caíam 11,96%, a US$ 23,15. Os PBR-A, ligados às ações preferenciais (PETR4), recuavam 10,33%, a US$ 21,10. Os recibos da Vale (VALE) tinham baixa de 4,19%, enquanto os do Itaú (ITUB) perdiam 13,65%. ADRs permitem negociar nos EUA ações de empresas de outros países sem comprá-las diretamente na Bolsa local.

A vitória de Lula contrariou as expectativas de parte do mercado financeiro, que considerava possível uma mudança de governo e uma agenda econômica menos expansionista sob Flávio Bolsonaro (PL). Essa perspectiva havia contribuído para a alta da Bolsa após o primeiro turno. Com a reeleição, investidores podem rever posições ao longo da semana, aumentando a volatilidade do câmbio e dos juros futuros; os títulos públicos também podem sofrer pressão.

Gabriel Pinheiro, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, prevê forte queda na abertura da Bolsa na segunda-feira. Segundo ele, o mercado vinha considerando a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno à frente de Lula. Pinheiro estima recuo de 5% a 9% do Ibovespa na abertura, para entre 185 mil e 195 mil pontos. Em cenário mais negativo, o índice poderia testar 170 mil pontos nas semanas seguintes, e ele não descarta um circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas.

O especialista afirma que a reação dependerá dos sinais do governo sobre política fiscal, da equipe econômica e da relação com o Congresso Nacional. Bancos, varejo e empresas de consumo podem ser mais pressionados, pois haviam se beneficiado da expectativa de queda dos juros. Lula venceu Flávio Bolsonaro e conquistou um quarto mandato na Presidência, revertendo o resultado do primeiro turno. A votação teve problemas no transporte público, e o encerramento das urnas foi adiado para as 19h.