
Antra pede indenização de R$ 500 mil por propaganda eleitoral sobre pessoas trans (Foto: Instagram)
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) entrou com uma ação civil pública contra Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano, ambos do PL, por uma propaganda eleitoral considerada ofensiva à população trans. A entidade pede indenização por dano moral coletivo de, no mínimo, R$ 500 mil.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Apresentada à Justiça de São Paulo, a ação também solicita que o vídeo seja removido definitivamente e que sua publicação não se repita. Os pedidos ainda serão analisados pela Justiça e não significam que os parlamentares tenham sido condenados.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A propaganda foi veiculada em setembro e tem 28 segundos. Na gravação, Pavanato usa uma peruca para representar uma mulher trans em uma paródia. O vídeo aborda questões como o acesso ao banheiro feminino, as cotas universitárias e características biológicas.
A peça termina com a frase “homem é homem e mulher é mulher”. Esse conteúdo motivou a iniciativa da Antra, que busca tanto a reparação financeira quanto a retirada do material e a proibição de novas publicações. A ação foi divulgada em 26 de outubro de 2026.
Campopiano também é alvo de outro processo, distinto do ajuizado pela Antra. O Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação por uma publicação dirigida à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Nesse caso, a Promotoria pede indenização de pelo menos R$ 100 mil, retratação pública e que sejam proibidas novas manifestações transfóbicas.
Segundo o órgão, a publicação negou publicamente a identidade de gênero de Hilton. Ao comentar aquele episódio, Campopiano disse que fez uma provocação no contexto do debate político e negou ter tido intenção de discriminar. A manifestação diz respeito à postagem sobre a deputada, e não à ação da Antra referente ao vídeo com Pavanato.








