Chacina de Icaraíma: polícia encerra investigação e indicia quatro suspeitos

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Polícia Civil do Paraná conclui investigação sobre morte de quatro homens em Icaraíma; quatro integrantes da família Buscariollo foram indiciados. (Foto: Instagram)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito sobre a morte de quatro homens na zona rural de Icaraíma, no Noroeste do estado. Quatro integrantes da família Buscariollo foram indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, ambos em relação às quatro vítimas, além de associação criminosa e fraude processual. Eles permanecem presos preventivamente.

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O crime ocorreu em 5 de agosto de 2025 e mobilizou uma ampla operação das forças de segurança. A complexidade do caso levou a uma investigação prolongada, que reuniu informações e provas para reconstruir a dinâmica dos homicídios e apurar a possível participação dos envolvidos. Segundo a Polícia Civil, os elementos indicam que a ação pode ter sido planejada com antecedência, com tarefas distribuídas entre os suspeitos e atuação coordenada. A influência do grupo na região também foi considerada no contexto investigado.

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Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Afonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira teriam sido atraídos a uma propriedade rural sob o pretexto de resolver pendências financeiras relacionadas ao encerramento de uma negociação imobiliária. Conforme a apuração, o encontro teria sido usado para preparar uma emboscada. A controvérsia envolvia dez notas promissórias, que somavam R$ 255 mil. Ao chegar ao local, os quatro homens teriam sido surpreendidos e mortos a tiros de armas de diferentes calibres.

Depois das execuções, os corpos e o automóvel das vítimas teriam sido escondidos em estruturas subterrâneas construídas clandestinamente. Os investigadores também encontraram indícios de que os suspeitos teriam tentado apagar vestígios e prejudicar a coleta de provas para dificultar a descoberta do ocorrido.

Antônio Buscariollo, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, Carlos Henrique Buscariollo e Carlos Eduardo Cândido Buscariollo foram formalmente indiciados. De acordo com o inquérito, cada um responde por quatro acusações de homicídio qualificado e quatro de ocultação de cadáver, além de associação criminosa e fraude processual. Com o fim das diligências, a Polícia Civil encaminhou o procedimento ao Ministério Público, que deverá analisar as provas e avaliar as medidas judiciais cabíveis. Os quatro seguem em prisão preventiva.

Os corpos foram encontrados na madrugada de 19 de setembro de 2025, depois de 44 dias de buscas. Eles estavam enterrados na mesma cova, em uma área rural próxima à localidade conhecida como Mata do Tenente. Na época, o então secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, confirmou que as quatro vítimas haviam sido depositadas juntas. O local ficava a aproximadamente 500 metros de onde os investigadores localizaram a Fiat Toro usada pelo grupo, descoberta que ajudou a reconstituir os últimos passos dos homens desaparecidos.