Bloco de Netanyahu lidera apuração em Israel, mas continua sem maioria

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Bloco de Netanyahu lidera apuração em Israel, mas não alcança maioria no Parlamento (Foto: Instagram)

O bloco liderado pelo Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, estava à frente na apuração da eleição para o Knesset, o Parlamento israelense. Com cerca de 76% das urnas contabilizadas nesta 4ª feira (28.out.2026), o grupo tinha 54 das 120 cadeiras, abaixo dos 61 assentos necessários para alcançar a maioria.

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O bloco de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, somava 47 cadeiras. Os partidos árabes tinham 19 assentos. Os resultados parciais não apontavam maioria garantida para nenhum dos lados, e as primeiras pesquisas de boca de urna divulgadas pelas principais emissoras israelenses indicavam indefinição, embora mostrassem a oposição na liderança, segundo o New York Times.

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Com esse quadro, tanto Netanyahu quanto Eisenkot e seus aliados podem precisar do apoio dos partidos árabes para formar um governo. Netanyahu praticamente descartou incluir essas legendas em sua coalizão. Eisenkot e seus apoiadores também demonstraram resistência à possibilidade de depender do apoio árabe.

A maior parte dos votos deveria ser apurada até o fim desta 4ª feira (28.out), mas a contagem final poderia se estender por dias. Após a divulgação dos resultados, os partidos devem começar negociações para tentar formar uma maioria governista.

Nas eleições nacionais de Israel, os eleitores escolhem partidos, e não candidatos individuais, para ocupar as 120 cadeiras do Knesset. Este é o primeiro pleito no país desde os ataques de 7 de outubro e o início da guerra em Gaza.

Com os resultados, o presidente de Israel, chefe de Estado, consulta os partidos eleitos para identificar qual líder tem maior probabilidade de montar uma coalizão com ao menos 61 deputados. O escolhido assume como primeiro-ministro e chefe de Governo quando sua coalizão e sua plataforma política recebem aprovação oficial do Knesset.

Os dois blocos apresentaram propostas diferentes. A coalizão de Netanyahu, liderada pelo Likud, inclui partidos ultraortodoxos de direita, como Shas, United Torah Judaism, Otzma Yehudit e Religious Zionist Party. O grupo defende avançar com a reforma judicial, ampliar a influência religiosa no Estado e consolidar o controle israelense na Cisjordânia e em Gaza.

A oposição liderada por Eisenkot reúne legendas de diferentes correntes ideológicas, entre elas Yashar!, Beyachad, The Democrats e Yisrael Beyteinu. O bloco propõe criar uma comissão independente para investigar os acontecimentos de 7 de outubro de 2023, restaurar as relações diplomáticas internacionais de Israel e combater a violência extremista na Cisjordânia.