
Erika Hilton pede à Polícia Federal que investigue relatos de violência contra eleitores de Lula em diferentes estados. (Foto: Instagram)
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) acionou, nesta 2ª feira (26.out.2026), a Polícia Federal e pediu a investigação de uma série de episódios de violência que atribui a apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL) contra eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os casos teriam ocorrido em diferentes regiões do país.
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Segundo a congressista, as ocorrências foram registradas em pelo menos 10 Estados após o 1º turno das eleições presidenciais e se agravaram depois do 2º turno. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 48,21%.
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Em publicação no perfil oficial no X, Erika afirmou que pediu à PF que investigue o que descreveu como uma escalada de violência de bolsonaristas contra pessoas que eles acreditam votar em Lula. Ela declarou ainda que os episódios estão ocorrendo em todo o país e já atravessaram fronteiras estaduais.
A deputada também disse haver indícios de que as ações são organizadas por meios digitais, com participação de autoridades políticas, e que haveria envolvimento de autoridades policiais nas agressões nas ruas. Erika relacionou o aumento da violência ao que chamou de “golpismo” de Flávio Bolsonaro.
Na noite de domingo (25.out), o senador afirmou que não reconhecia o resultado das urnas. Nesta 2ª feira (26.out), declarou que desistiu, por enquanto, de pedir a anulação dos votos. Erika Hilton pediu a prisão dos responsáveis que forem identificados. A Polícia Federal foi procurada para confirmar o recebimento do pedido, e a campanha de Flávio Bolsonaro foi contatada para se manifestar. Não houve resposta até a publicação da reportagem.
Entre os episódios citados no documento está a morte de Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, engenheiro ambiental e mestrando. Ele foi agredido na madrugada de 24 de outubro, durante um evento pró-Lula em Santos, no litoral paulista.
Em Rio Verde, no interior de Goiás, Hilton afirmou que agressões foram combinadas previamente em grupos de WhatsApp e que autoridades da região participariam desses canais. Já em Florianópolis, Santa Catarina, policiais militares foram flagrados conduzindo uma viatura na contramão e atropelando um motociclista que levava uma bandeira de Lula.
O ofício também relaciona ocorrências em Conceição das Alagoas, Concórdia, Balneário Camboriú, Presidente Epitácio, Rio de Janeiro, Belém, Curitiba, São Miguel do Iguaçu, Muqui e Santa Cruz do Sul. Os registros incluem agressões físicas, danos a veículos e pelo menos um disparo de arma de fogo.








