Carlos diz que Bolsonaro ainda tenta assimilar a derrota de Flávio

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Carlos Bolsonaro afirmou que o pai, Jair Bolsonaro, está forte e disposto a continuar atuando pelo Brasil. (Foto: Instagram)

O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) afirmou nesta 4ª feira (28.out.2026) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ainda tenta compreender os acontecimentos recentes, após Flávio Bolsonaro (PL) perder a eleição presidencial e deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos. Carlos disse que visitou o pai e relatou a conversa em um vídeo publicado no X.

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Segundo Carlos, os dois conversaram por cerca de duas horas na residência do ex-presidente. Ele contou que se emocionou durante o encontro e pediu desculpas ao pai, dizendo que eles haviam falhado. Jair Bolsonaro, de acordo com o relato, respondeu que o filho deveria levantar a cabeça, pois ainda havia muito a fazer pelo Brasil.

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Carlos disse que o pai está forte e destacou a disposição dele para continuar atuando. Os dois falaram sobre o Brasil e futebol; o ex-presidente teria preparado café para o filho e brincado sobre uma partida entre Palmeiras e Santos. Carlos afirmou que ambos saíram revigorados e que seguirão trabalhando e lutando pela liberdade dos presos políticos.

O senador eleito voltou a chamar o pai de “preso político” e declarou que Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar por causa de seu estado de saúde. Segundo Carlos, o ex-presidente tem quase uma dezena de comorbidades e, sem essas condições, estaria na Papudinha, apesar de ter 71 anos. Ele não falou diretamente sobre a viagem do irmão nem esclareceu se o tema foi tratado na visita. Também disse que o pai lhe deu apoio e pareceu feliz em recebê-lo.

Antes de divulgar o vídeo, Carlos publicou uma mensagem pedindo que Deus tivesse piedade do Brasil. Foi a primeira manifestação de um integrante da família Bolsonaro depois de Flávio chegar a Miami com a mulher e as duas filhas adolescentes. “Que Deus tenha piedade de nossa amada nação!”, escreveu. Depois, acrescentou “Deus, Pátria, Família e Liberdade!”; a publicação foi acompanhada por uma foto em que aparece com a mão sobre o peito.

Flávio, a mulher e as filhas deixaram o Brasil por se sentirem ameaçados por possíveis decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte do senador sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado da eleição, às 21h09 de 25 de outubro de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 (48,21%) de Flávio. Moraes autorizou a apreensão dos documentos e a proibição de que ele deixasse o país.

Na 2ª feira (26.out), antes de sair do Brasil, Flávio havia publicado um vídeo negando que viajaria para fora. Ele afirmou que foi intimado pela Polícia Federal ao deixar a casa do pai, onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, e que recebeu ordem para entregar os passaportes e não sair do país. Também contestou a decisão de Moraes, que, segundo ele, se baseou em uma declaração de Eduardo, de 23.out.2026, sobre deixar o Brasil caso Flávio perdesse a eleição. Nesta 4ª feira (28.out.2026), Donald Trump disse aprovar a chegada do senador aos Estados Unidos e voltou a criticar a eleição brasileira, sem apresentar provas de irregularidades.