Flávio usou passaporte italiano para viajar aos EUA apesar de ordem de entrega

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Registros da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos indicam o uso de passaporte italiano, apesar de uma ordem do STF que determinava a entrega de documentos estrangeiros e o proibia de deixar o Brasil. (Foto: Instagram)

A documentação do voo de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos registra o uso de um passaporte italiano. A ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) determinava a entrega também de documentos de outras nacionalidades e proibia o senador de deixar o Brasil. Antes de chegar à Flórida, ele passou pela Argentina e pelo Equador.

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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou o documento italiano na viagem que terminou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28). A informação consta nos registros do voo feito após sua passagem pela Argentina, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas.

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A determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, não se restringia aos passaportes brasileiros: exigia a entrega de eventuais documentos estrangeiros. Flávio foi intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26), mas não apresentou os documentos dentro do prazo. A corporação informou ao Supremo que a ordem não havia sido cumprida.

Ter um passaporte italiano não afastava a proibição judicial de sair do país. O documento permite a identificação do viajante perante autoridades estrangeiras, mas não revoga uma restrição determinada pela Justiça brasileira. Assim, a aceitação do passaporte no exterior e o cumprimento das medidas impostas pelo STF são questões distintas.

De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio, Fernanda e as duas filhas entraram no país às 22h50 de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú. As autoridades argentinas disseram que os quatro apresentaram documentação válida e não tinham impedimento legal para entrar no território. O senador usou o documento italiano; a mulher e as filhas apresentaram passaportes brasileiros.

Após cruzarem a fronteira por via terrestre, a família embarcou em um jato privado operado pela Baires Fly. A aeronave seguiu até Guayaquil, no Equador, e depois prosseguiu para o aeroporto executivo de Opa-locka, na região de Miami. A chegada ocorreu na manhã de quarta-feira, após circularem no dia anterior informações contraditórias sobre o paradeiro do senador.

Flávio deixou o Brasil depois de perder a disputa presidencial para Lula e de afirmar publicamente que permaneceria no país.