Deputado italiano questiona cidadania de Eduardo e Flávio Bolsonaro

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Deputado italiano cobra explicações sobre a concessão de cidadania a Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro. (Foto: Instagram)

O deputado italiano Angelo Bonelli pediu esclarecimentos ao governo da Itália sobre a concessão de cidadania italiana a Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro. Ele quer saber se os irmãos tiveram acesso a um procedimento acelerado, enquanto outros descendentes enfrentam longas filas. Até agora, não foi anunciada nenhuma decisão que tenha anulado a cidadania dos brasileiros.

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A questão ganhou repercussão na política europeia após a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e levantou dúvidas sobre a rapidez na obtenção dos documentos pelos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesta quarta-feira (28), Bonelli apresentou um questionamento parlamentar para apurar como os pedidos foram processados e se as normas foram cumpridas.

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Bonelli, líder da coalizão Aliança dos Verdes e da Esquerda (AVS), afirmou que cobrará explicações dos ministros das Relações Exteriores e do Interior da Itália. Em publicação nas redes sociais, disse ter apresentado o questionamento para verificar se Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro foram beneficiados por um “rito acelerado” para conseguir a cidadania.

O parlamentar também comparou as datas de reconhecimento da nacionalidade dos irmãos com a espera enfrentada por outros descendentes de italianos. Segundo Bonelli, em diversos consulados da Itália no Brasil, o prazo pode superar dez anos. Flávio e Eduardo iniciaram os procedimentos em 2020 e tiveram a cidadania reconhecida em 2023; Carlos obteve o documento em 2024.

Informações divulgadas pela imprensa indicam que Flávio e Eduardo compareceram pessoalmente à Embaixada da Itália em Brasília, em novembro de 2022, para tratar dos pedidos. Naquele período, as regras para o reconhecimento por descendência permitiam a concessão quando os requisitos legais fossem comprovados. O questionamento apresentado por Bonelli não significa que a cidadania tenha sido cancelada ou declarada irregular: o objetivo é obter esclarecimentos oficiais sobre os procedimentos.

A iniciativa também veio após a repercussão da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Segundo a agência italiana ANSA, ele deixou o Brasil após ser derrotado na eleição presidencial de 2026 e em meio a questionamentos judiciais envolvendo seus passaportes. Bonelli afirmou que a cidadania italiana não deve ser usada para evitar a Justiça e citou a ex-deputada Carla Zambelli, que está na Itália enquanto aguarda os desdobramentos do processo de extradição para o Brasil.

Até a divulgação das informações, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni não havia se pronunciado sobre o questionamento parlamentar.