
INSS desmente bloqueio de aposentadorias por falta de biometria (Foto: Instagram)
O INSS desmentiu que aposentados e pensionistas terão os pagamentos bloqueados até 20 de novembro por não apresentarem documento com biometria. A exigência se aplica a novos pedidos de benefícios feitos desde 21 de novembro de 2025 e não determina o bloqueio automático de quem já recebe. O órgão também alertou para tentativas de golpe baseadas em informações falsas sobre a medida.
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A circulação de mensagens sobre mudanças na identificação de beneficiários da Previdência Social causou preocupação e dúvidas sobre a necessidade de tomar providências imediatas. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) esclareceu que a regra não exige que atuais aposentados e pensionistas façam um cadastro biométrico até 20 de novembro para manter o benefício.
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A identificação biométrica passou a ser prevista para novos requerimentos de benefícios previdenciários a partir de novembro de 2025. Conforme o instituto, são utilizados registros que já constam em bases oficiais do governo para confirmar a identidade do requerente. A biometria pode estar associada à Carteira de Identidade Nacional (CIN), à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou ao título de eleitor.
Quem já tem registro biométrico em uma dessas bases não precisa realizar outro cadastro por causa das mensagens que circulam na internet. O INSS também informou que não é necessário comparecer a uma agência para fazer a identificação: os dados são obtidos dos registros feitos quando a pessoa solicita documentos oficiais.
A regulamentação prevê dispensas para pessoas com mais de 80 anos, residentes no exterior que cumpram os critérios estabelecidos, migrantes, refugiados e apátridas. Também estão previstas exceções para quem tem dificuldade de deslocamento por motivo de saúde ou deficiência, mediante comprovação, e para moradores de localidades de difícil acesso. Salário-maternidade, benefícios por incapacidade e pensão por morte também podem estar dispensados, conforme as condições previstas nas regras.
O instituto advertiu que mensagens sobre supostos bloqueios podem ser usadas por criminosos para obter dados pessoais, informações bancárias ou dinheiro. Servidores não vão às casas dos beneficiários para realizar prova de vida, e o INSS não pede senhas nem transferências financeiras para manter pagamentos. A prova de vida é diferente do cadastro biométrico e, atualmente, é feita principalmente pelo cruzamento de informações em bases oficiais.
Em caso de dúvida sobre a situação do benefício ou sobre a necessidade de alguma providência, a orientação é consultar os canais oficiais: o aplicativo ou site Meu INSS e a Central Telefônica 135. O órgão recomenda evitar links desconhecidos e não fornecer dados pessoais em páginas recebidas por mensagens.








