
Rogério Marinho espera que Trump não interfira em questões internas do Brasil (Foto: Instagram)
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta 4ª feira (28.out.2026) que espera que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), não interfira em questões internas brasileiras. Ele comentou a possibilidade de Trump se pronunciar sobre o processo eleitoral do país.
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Marinho disse que os brasileiros devem resolver os problemas do Brasil. Na avaliação do senador, Trump pode opinar sobre política externa, assim como o Brasil tem o direito de se manifestar sobre assuntos de outros países. Ainda assim, afirmou esperar que não ocorra interferência no processo interno brasileiro.
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O senador também comentou a carta divulgada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na qual o congressista e ex-candidato à Presidência se apresenta como “líder da oposição” e contesta o resultado das eleições presidenciais. Marinho considera Flávio atualmente a principal expressão da direita brasileira, em razão da votação que recebeu e de sua atuação política.
Marinho avaliou que pode ter havido um erro na primeira versão da carta, em que Flávio se declarou o “verdadeiro presidente eleito” do Brasil. Uma hora depois, o senador divulgou uma nova versão e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.
Para Marinho, as declarações de Flávio sobre fraude eleitoral devem ser entendidas como um desabafo. Ele ponderou, porém, que não há provas que permitam ao PL afirmar que houve fraude no pleito. O senador afirmou que o direito de se resignar é garantido pela Constituição e que pretende defendê-lo, mas ressaltou que alegações precisam ser acompanhadas de provas.
Após a divulgação da carta, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, declarou em nota que as eleições transcorreram “dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”. Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A presidência e a vice-presidência do TSE devem ficar a cargo de ministros do STF.
Marinho contou que conversou brevemente com Flávio por intermédio de um advogado. Disse que pretendia manter contato mais regular a partir de 5ª feira (29.out) e que a conversa inicial teve o objetivo de manifestar solidariedade ao colega e à família. Segundo ele, a mensagem foi de apoio e de disposição para continuar trabalhando.








