Governo Central registra superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

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Governo Central registra superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro. (Foto: Instagram)

As contas do Governo Central fecharam setembro com superávit primário de R$ 4,8 bilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional. O resultado reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Em setembro de 2025, havia sido registrado déficit de R$ 14,4 bilhões.

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Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a receita líquida teve alta real de 13,6%, equivalente a R$ 24,6 bilhões. As despesas cresceram 2,4%, ou R$ 4,7 bilhões. Segundo o Tesouro, o desempenho foi impulsionado principalmente pelas receitas do petróleo, pelo Imposto de Renda e por recursos extraordinários relacionados a precatórios antigos cancelados pelo Poder Judiciário.

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As receitas provenientes da exploração de recursos naturais aumentaram R$ 5,7 bilhões em termos reais, avanço de 71,9%. O Tesouro atribuiu a alta à valorização internacional do petróleo, ao crescimento da produção e à comercialização de petróleo e gás da União pela Pré-Sal Petróleo (PPSA).

Também contribuíram para o resultado as demais receitas não administradas, que avançaram R$ 12,8 bilhões acima da inflação. O crescimento ocorreu, sobretudo, pela devolução à União de valores de precatórios de exercícios anteriores cancelados. A arrecadação do Imposto de Renda subiu R$ 7,3 bilhões em termos reais, com destaque para o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. O imposto de exportação sobre óleo bruto somou R$ 2,9 bilhões.

Entre as despesas, os créditos extraordinários aumentaram R$ 9,9 bilhões. De acordo com o Tesouro, a maior parte dos recursos foi direcionada a medidas para amenizar os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. Desse total, R$ 7,6 bilhões foram destinados a subvenções econômicas para a produção e a importação de diesel e derivados de petróleo.

Os gastos com benefícios previdenciários cresceram R$ 2,1 bilhões acima da inflação, influenciados pelo aumento do número de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e pela política de valorização real do salário mínimo. Parte desse avanço foi compensada pela redução real de R$ 8,4 bilhões nas despesas discricionárias. Apesar do superávit de setembro, o déficit primário acumulado de janeiro a setembro chegou a R$ 90,2 bilhões, abaixo dos R$ 100,3 bilhões registrados no mesmo período de 2025.