
Polícia Civil prende sargento da PM e ex-assessor parlamentar em operação contra rede suspeita de exploração sexual de adolescentes no Rio. (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Rio prendeu um sargento da Polícia Militar e um ex-assessor parlamentar do PSOL em uma operação contra uma rede criminosa investigada por produzir vídeos de exploração sexual de menores. As apurações começaram em julho, após a prisão de um assessor do vereador Professor Túlio, em Niterói.
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Os dois foram presos na quarta-feira (28), durante a operação NXIVM, que cumpriu mandados de prisão e 18 medidas de busca e apreensão. O ex-assessor trabalhou para a deputada federal reeleita Talíria Petrone (PSOL), que informou ter determinado a exoneração dele e defendeu que a investigação seja conduzida com transparência, rigor e independência. A defesa dos investigados foi procurada, mas não havia se manifestado.
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A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que a Corregedoria Geral da Corporação, por meio da 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (4ª DPJM), cumpriu o mandado contra o policial. Ele é investigado em inquérito instaurado pela 74ª DP (Alcântara). A corporação afirmou acompanhar o caso para avaliar as medidas cabíveis e disse que não tolera desvios de conduta ou crimes praticados por seus integrantes.
A investigação começou com a prisão, em julho, de um assessor parlamentar do vereador Professor Túlio (PSOL), em Niterói. Ele é suspeito de abusar sexualmente de uma adolescente de 16 anos e de integrar o grupo. A partir dessa prisão, os investigadores identificaram outros possíveis integrantes da rede.
Na ocasião, foram apreendidos dois notebooks e celulares na casa do suspeito. Segundo a Polícia Civil, a análise dos aparelhos e de imagens de câmeras de segurança ajudou a avançar na desarticulação do esquema. A investigação apontou a produção de vídeos de violência sexual envolvendo adolescentes, mantidas em situação de escravidão sexual. Os integrantes se chamavam de “senhores”, enquanto se referiam às vítimas como “escravas”.
De acordo com as apurações, os criminosos usavam as gravações para torturar e ameaçar as adolescentes com a divulgação das imagens. A chantagem, junto de agressões físicas e psicológicas, servia para mantê-las sob controle e submetê-las a novos abusos. O caso chegou à 74ª DP depois que uma adolescente procurou a unidade acompanhada dos pais para denunciar as violências. Ela relatou humilhações e sofrimento extremo, com graves consequências para sua integridade física e emocional.








