
Rui Falcão pede à PGR que investigue pagamentos de R$ 4 milhões feitos ao escritório de Flávio Bolsonaro. (Foto: Instagram)
O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir que sejam investigados pagamentos de R$ 4 milhões feitos, em 2025, pelo escritório Nilo & Almeida Advogados Associados à sociedade individual de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A representação afirma que os repasses ocorreram antes da votação que reconduziu Edvaldo Nilo de Almeida, sócio da banca, ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), da qual Flávio participou.
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Datado de 21 de outubro, o documento cita duas notas fiscais, cada uma no valor de R$ 2 milhões, emitidas em agosto e outubro de 2025. Ambas trazem a descrição “Assessoria Jurídica”. De acordo com a representação, a segunda parcela foi transferida em 21 de outubro, 22 dias antes da votação no Senado.
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Rui Falcão aponta que Flávio participou da votação em 12 de novembro sem declarar impedimento. Como o voto foi secreto, os registros públicos não permitem saber qual foi a escolha do senador. A representação relaciona a participação à sequência de pagamentos e pede que os fatos sejam apurados.
O deputado solicita investigação de possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Entre as medidas requeridas estão a obtenção de documentos que comprovem os serviços jurídicos, o rastreamento dos valores pagos e um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para afastar os sigilos bancário e fiscal dos envolvidos.
A representação também reproduz uma explicação de Edvaldo Nilo divulgada à imprensa. Ele afirmou que os pagamentos correspondiam a serviços realizados em conjunto com o senador para clientes privados e que não houve uso de recursos públicos. O documento, contudo, ressalta que Edvaldo não informou quem eram os clientes nem quais causas foram atendidas.
Ainda conforme a representação, a campanha de Flávio Bolsonaro não respondeu às perguntas da imprensa sobre os serviços prestados e os valores recebidos. O pedido de Rui Falcão à PGR inclui, portanto, a apuração da origem e da destinação dos pagamentos, além da verificação dos serviços mencionados nas notas fiscais.








