PM afirma que mãe de motorista de Porsche a enganou

Posted by

–


Policial militar diz ter sido enganada pela mãe de empresário acusado de acidente fatal com Porsche. (Foto: Instagram)

A policial militar Daisy Romão afirmou que se sentiu enganada pela mãe de Fernando Sastre de Andrade Filho, acusado de causar um acidente fatal com um Porsche em março de 2024. Ela depôs nesta quinta-feira (29), no segundo dia do julgamento do empresário, realizado no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Romão foi a agente que liberou Fernando e a mãe dele do local da colisão, antes de ser feito o teste do bafômetro.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Em seu depoimento, Daisy explicou que não havia na viatura um aparelho para medir a concentração de álcool no organismo do empresário. Segundo a policial, a mãe de Fernando insistiu que precisava levá-lo a um hospital porque ele estava com sangramento no nariz. Romão disse que permitiu que os dois deixassem o local por acreditar que procurariam atendimento médico. Depois, no entanto, Fernando não foi encontrado no hospital indicado pela família. Questionada pelo promotor Rodolfo Moraes se havia sido enganada naquela noite, respondeu: “Sim. Disse que ia fazer uma coisa e fez outra”.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O acidente aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024, na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. O Porsche conduzido por Fernando atingiu a traseira de um Renault Sandero dirigido pelo motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, que morreu em decorrência da colisão. De acordo com a perícia, o carro esportivo trafegava a 156 km/h pouco antes do impacto, em um trecho onde o limite de velocidade era de 50 km/h.

O Ministério Público acusa o empresário de dirigir em alta velocidade e sob efeito de álcool. A atuação de Daisy Romão também é alvo de investigação na Justiça Militar. Ela se tornou ré por suspeita de irregularidades no atendimento da ocorrência e na liberação de Fernando.

No segundo dia do júri, o perito Alfredo Vieira, contratado pela defesa, apresentou uma análise da dinâmica do acidente e alegou que o Porsche tinha falhas técnicas que poderiam ter contribuído para a colisão. A mãe do empresário já havia defendido essa hipótese no primeiro dia do julgamento. A versão da defesa diverge da acusação do Ministério Público, que sustenta que Fernando dirigia em alta velocidade e sob efeito de álcool.

Fernando Sastre responde por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. O julgamento começou na quarta-feira (28) e, conforme as informações divulgadas durante a sessão de quinta-feira, o empresário ainda deveria prestar depoimento. A responsabilidade criminal do réu será decidida pelo Conselho de Sentença, após a apresentação das provas e dos argumentos da acusação e da defesa.