
IFI estima que déficit primário do governo federal pode chegar a 1% do PIB em 2027 (Foto: Instagram)
A Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, estima que o déficit primário do governo federal poderá atingir 1% do PIB em 2027. Relatório divulgado na 5ª feira (29.out.2026) aponta que novos compromissos e diferenças entre as projeções da instituição e os números previstos no Orçamento de 2027 podem aumentar o desequilíbrio das contas públicas.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
O documento calcula R$ 40 bilhões em desequilíbrio fiscal adicional associado a medidas relacionadas ao Bolsa Família, à arrecadação com bets e ao pacote direcionado aos microempreendedores individuais (MEIs). Essa estimativa não considera outras iniciativas, entre elas o Pé-de-Meia Universitário e a gratuidade do transporte público aos fins de semana.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
O governo prepara alterações no Orçamento de 2027 para acomodar novas iniciativas. Neste mês, informou que pretendia realocar R$ 20 bilhões no orçamento para financiar medidas de estímulo econômico. Segundo o governo, a movimentação não elevaria o limite de gastos nem mudaria a meta de resultado primário.
A realocação, contudo, não significa necessariamente que todas as despesas adicionais contabilizadas pela IFI estejam cobertas. O relatório aponta que há diferença entre a movimentação anunciada pelo governo e o conjunto de compromissos que pode ampliar o desequilíbrio fiscal.
Entre as propostas em discussão estão medidas ligadas ao endividamento das famílias e às apostas on-line. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que as bets não voltarão a funcionar no Brasil.
Para 2026, a instituição projeta déficit primário equivalente a 0,5% do PIB. Já para estabilizar a dívida pública em relação ao tamanho da economia, calcula que seria necessário obter superávit primário de 2,1% do PIB. O resultado primário corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida.
A IFI estima, ainda, que seria necessário um ajuste fiscal próximo de 3 pontos percentuais do PIB para estabilizar a dívida pública.








