
Paulo Figueiredo afirmou que o ChatGPT ajudou a criar diferentes versões de uma carta divulgada por Flávio Bolsonaro. (Foto: Instagram)
O jornalista Paulo Figueiredo afirmou que o ChatGPT ajudou a criar diferentes versões da carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após ele deixar o Brasil e ir para os Estados Unidos. Em uma publicação no X, Figueiredo disse ter visto “teorias da conspiração mirabolantes” sobre as diferenças entre os documentos, mas classificou a explicação como mais “banal”.
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De acordo com Figueiredo, Eduardo Bolsonaro (PL) pediu à ferramenta que incluísse o brasão da República. O ChatGPT selecionou, porém, uma versão antiga, em que o nome do país aparecia como “Brazil”, com “z”, grafia que deixou de ser usada em 1931. Figueiredo disse que eles não compreenderam por que o sistema fez essa escolha.
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O segundo problema apontado pelo jornalista foi a permanência de uma frase de uma versão anterior, na qual Flávio se apresentava como “verdadeiro presidente eleito”. Na revisão, a expressão foi trocada por “verdadeiro líder”. Figueiredo afirmou que a nova formulação descreve melhor a situação jurídica e também carrega um sentido moral: “A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo”.
Figueiredo relatou que o documento teve várias versões e contou com a contribuição de mais de uma pessoa. Segundo ele, recebeu autorização para enviá-lo à imprensa. Depois que os erros foram identificados, o texto foi corrigido; para evitar novas divergências, Flávio publicou a versão revisada em seu próprio perfil.
A primeira versão foi divulgada às 16h43 e trazia o brasão com “Estados Unidos do Brazil”. A segunda, publicada às 16h56, corrigiu o brasão para “República Federativa do Brasil”, mas ainda mantinha a expressão “presidente eleito”. Na terceira, às 17h41, o trecho foi alterado para “líder do Brasil”. Figueiredo disse que, apesar das mudanças, “o essencial está expresso com precisão pelo Flávio”: “Estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil”. Ele chamou as demais questões de “fetiche da imprensa”.
Flávio Bolsonaro, a mulher e as duas filhas adolescentes do casal deixaram o Brasil porque, segundo o senador, se sentiam ameaçados por possíveis decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte do senador sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026.
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a disputa, com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio. Moraes autorizou o pedido da Polícia Federal para apreender os documentos do senador e impedi-lo de deixar o país.








