Petrobras alcança recordes na produção de óleo, gás e diesel no 3º tri

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Petrobras bate recordes de produção e vendas no 3º trimestre de 2026 (Foto: Instagram)

A Petrobras registrou recordes de produção de óleo e gás e de vendas de produtos no 3º trimestre de 2026, apesar da instabilidade no mercado internacional de combustíveis. Os dados foram divulgados no balanço da estatal na 4ª feira (28.out.2026). A produção média de petróleo, LGN (líquido de gás natural) e gás natural chegou a 3,512 milhões de boed (barris de óleo equivalente por dia), 11,7% acima do mesmo período de 2025 e 5,3% superior ao trimestre anterior.

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A companhia relacionou o resultado ao maior nível de eficiência da produção em 8 anos e ao “ramp-up” de operações importantes no pré-sal. O termo se refere ao aumento gradual da produção de uma nova unidade até que alcance a capacidade máxima planejada. A Petrobras também apontou que o FPSO Alexandre de Gusmão chegou ao topo de produção no campo de Mero e que houve menos perdas causadas por paradas para manutenção.

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No pré-sal, a produção própria atingiu 4,46 milhões de boed, enquanto a produção operada chegou a 2,96 milhões de boed. A produção operada total também bateu recorde trimestral, com 5,08 milhões de boed. A produção própria corresponde à parcela de óleo e gás da Petrobras nos contratos de concessão ou partilha. Já a produção operada abrange instalações, poços e plataformas nos quais a empresa é operadora principal, inclusive quando divide a propriedade com parceiras.

A diretora de exploração e produção da Petrobras, Sylvia Anjos, atribuiu os resultados ao desempenho dos reservatórios e à redução do declínio produtivo. Segundo ela, esses fatores, somados à evolução dos projetos e à ampliação da capacidade das plataformas, permitiram o resultado recorde em óleo e gás.

No refino, a estatal produziu 769 mil barris de diesel por dia, alta de 6,7% ante o 3º trimestre de 2025 e de 0,7% na comparação com o trimestre anterior. A utilização do parque de refino alcançou 99%. William França, diretor-executivo de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, afirmou que a disponibilidade e o uso elevado das refinarias contribuíram para a confiabilidade das operações e para maximizar a produção. Segundo ele, o resultado reforça a competitividade do parque e sua capacidade de responder a mudanças no mercado.

Mesmo com a produção recorde de diesel, as importações do combustível cresceram 518% em relação ao trimestre anterior, chegando a 110 mil barris por dia. A estatal relacionou o volume ao aumento da demanda. A produção de gasolina, por sua vez, caiu tanto na comparação anual quanto na trimestral e ficou em 412 mil barris por dia.

As vendas de derivados de petróleo no mercado interno também registraram uma marca histórica: 1,854 milhão de barris por dia, maior volume desde o 3º trimestre de 2021 e melhor resultado com a configuração atual do parque de refino. O avanço foi impulsionado sobretudo pelo diesel, cujas vendas cresceram 14,4% ante o trimestre anterior, e pelo QAV (querosene de aviação), com alta trimestral de 9,9%.