Quem é o dono da Baires Fly, contratada para levar Flávio aos EUA

Posted by

–


A Baires Fly, empresa argentina de voos executivos e aeromédicos, transportou Flávio Bolsonaro e promete privacidade total aos clientes. (Foto: Instagram)

A Baires Fly, empresa utilizada pelo senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para deixar o Brasil, é argentina e especializada em voos executivos e aeromédicos. Em seu site, a companhia promete “privacidade total” e afirma proteger os dados dos clientes e a lista de passageiros.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Antes de transportar Flávio, a empresa já havia sido contratada por figuras da política e celebridades. Entre os clientes citados está Claudio Tapia, presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino).

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Oficialmente, a Baires Fly é comandada pelo empresário e fundador Luis Grande, mas a presidência formal está em nome de Marcela Mabel Racana. Investigações da Justiça argentina, porém, apontam Sergio Daniel Mastropietro como “sócio oculto” e principal articulador financeiro da companhia, segundo informações do jornal argentino La Nación.

A empresa também esteve no centro de um escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro na Andis (Agência Nacional de Deficiência da Argentina). Mastropietro é investigado no caso. De acordo com as apurações, redes de saúde pagavam propinas milionárias, e a Baires Fly ocultava os valores com faturas falsas por voos que não teriam sido realizados.

Flávio, sua mulher, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas adolescentes do casal deixaram o Brasil por temer eventuais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal solicitou a apreensão do passaporte do senador sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral anunciar o resultado da eleição presidencial, às 21h09 de 25 de outubro de 2026.

O vencedor foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79%. Flávio recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%. O magistrado autorizou o pedido da Polícia Federal para apreender os documentos do senador e impedi-lo de sair do país.