Fisioterapia contribui para a recuperação após cirurgia de próstata

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A fisioterapia pélvica pode integrar a reabilitação após a prostatectomia e ajudar no controle urinário, com acompanhamento profissional. (Foto: Instagram)

O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre os homens no Brasil, excetuados os cânceres de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 77.920 novos casos por ano entre 2026 e 2028. Em situações de avanço da doença, pode ser indicada a prostatectomia radical, cirurgia que pode afetar o controle urinário e a função sexual.

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A operação pode comprometer o esfíncter urinário e os nervos relacionados à ereção, levando à incontinência e a alterações da função sexual. A fisioterapia pélvica masculina busca fortalecer e coordenar os músculos do assoalho pélvico, envolvidos no controle da micção, e pode integrar o processo de reabilitação.

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O tratamento pode envolver exercícios específicos e orientações sobre hábitos. Conforme a avaliação profissional, também são utilizados recursos como biofeedback e eletroestimulação. A reabilitação pode começar antes da cirurgia, para que o paciente aprenda a contrair corretamente a musculatura pélvica.

Após a retirada da sonda, os exercícios podem ser retomados quando houver liberação do urologista. A fisioterapia pode ajudar a reduzir perdas involuntárias de urina e acelerar a recuperação da continência, mas os resultados variam de uma pessoa para outra.

A HP Fisio Group, rede de fisioterapia domiciliar presente nos 26 estados e no Distrito Federal, oferece acompanhamento individualizado depois da cirurgia. O plano terapêutico é adaptado às necessidades de cada paciente, com atendimento em casa e alinhamento com o urologista responsável.

Na escolha do profissional, é importante verificar a formação e a experiência em reabilitação pélvica masculina e a integração com uma equipe multidisciplinar, que pode reunir urologistas, fisioterapeutas e outros especialistas. Perda de urina ao tossir, uso frequente de absorventes, urgência para urinar, dor pélvica ou dificuldade de ereção são sinais que indicam a necessidade de avaliação especializada.

O acompanhamento fisioterapêutico faz parte da recuperação funcional e pode contribuir para a retomada da autonomia e da qualidade de vida. O suporte à saúde masculina deve ser contínuo ao longo do ano, não apenas durante as campanhas de Novembro Azul, especialmente para quem passou por prostatectomia.