Flávio diz que saiu do Brasil sem avisar aliados para evitar que viagem fosse impedida

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Flávio Bolsonaro afirmou que deixou o Brasil sem avisar aliados para reduzir o risco de ser impedido de viajar. (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na noite de 6ª feira (30.out.2026) que deixou o Brasil sem avisar aliados para diminuir o risco de ser impedido de viajar. Segundo ele, a decisão foi tomada apenas com sua mulher, Fernanda Bolsonaro. Durante uma live no Instagram, disse que, se outras pessoas soubessem, a chance de “dar errado” seria maior.

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A transmissão foi a primeira aparição em vídeo de Flávio desde que saiu do país, na 3ª feira (27.out). O senador viajou apesar de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de ir ao exterior.

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Flávio contou que foi intimado da decisão em 2ª feira (26.out), ao sair de uma visita ao pai, Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. De acordo com seu relato, agentes da Polícia Federal o aguardavam do lado de fora da residência. No dia seguinte, ele deixou o Brasil sem entregar os passaportes, mesmo com a restrição judicial.

Na 3ª feira (27.out), Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, declarou que não havia sido avisado da viagem. Disse ter recebido naquela manhã uma mensagem do senador afirmando que iria “dar um tempo”. Os dois não voltaram a conversar naquele dia. Marinho afirmou compreender a decisão e disse que Flávio poderia continuar liderando a oposição do exterior.

Um dia depois, Flávio divulgou uma carta em que questionou o resultado das eleições e declarou que lideraria a oposição dos Estados Unidos. O texto também indicava Marinho para a presidência do Senado. Na 5ª feira (29.out), Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, disse que desconhecia os planos. Primeiro, afirmou que Flávio havia se despedido de Jair Bolsonaro; depois, recuou e declarou que o ex-presidente também não sabia da viagem.

Na live de 6ª feira (30.out), Flávio pediu que apoiadores não responsabilizassem outras pessoas por sua decisão e afirmou que ninguém agiu contra ele. Disse estar nos Estados Unidos com Fernanda e as duas filhas; segundo o senador, a família ainda está abalada, mas a permanência no exterior permitirá que continue se manifestando politicamente. “Eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil”, declarou. Ele também reafirmou o apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado e disse que o Congresso Nacional será a principal frente de atuação da oposição ao governo Lula.