
Acordo entre Mercosul e Efta entra em vigor na Noruega (Foto: Instagram)
As novas regras tarifárias do acordo de livre comércio entre Mercosul e Efta (Associação Europeia de Livre Comércio) entram em vigor na Noruega neste domingo (1º.nov.2026). O tratado foi promulgado após aprovação pelo Congresso Nacional, em junho, e as condições comerciais já estão valendo na Islândia desde 1º de outubro.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
A Efta reúne Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. Entre os países do bloco, a Noruega é o 2º maior parceiro do Brasil em exportações e importações. Ainda não há uma data definida para o início da vigência do acordo em Liechtenstein e na Suíça.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Suíça e Noruega, juntas, respondem por 99% das importações brasileiras provenientes da Efta e por 94% das exportações do Brasil para o bloco. De janeiro a setembro de 2026, o comércio entre Brasil e Noruega somou US$ 1,7 bilhão, com superavit brasileiro de US$ 290,6 milhões. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a Noruega ocupa a 45ª posição entre os destinos das exportações brasileiras.
O texto prevê regras para investimentos em bens e serviços, reconhecimento de indicações geográficas e compromissos relativos à propriedade intelectual. Também inclui disposições sobre desenvolvimento sustentável, com destaque para a proteção do meio ambiente, da biodiversidade e dos direitos humanos.
Os Estados brasileiros que mais exportam para os países da Efta são Pará, com US$ 1,7 bi; Minas Gerais, com US$ 1 bi; Paraná, com US$ 279,2 mi; São Paulo, com US$ 238,5 mi; e Mato Grosso, com US$ 112,5 mi.
As negociações oficiais começaram em junho de 2017, em Buenos Aires. Após 14 rodadas, os países concluíram o acordo em setembro de 2025. O documento abrange comércio de bens e serviços, investimentos, compras governamentais, concorrência, regras de origem, defesa comercial, medidas sanitárias e fitossanitárias e barreiras técnicas.
A zona de livre comércio criada pelo tratado reúne quase 300 milhões de pessoas e tem PIB agregado superior a US$ 4,3 trilhões, conforme dados do acordo. Os dois lados terão acesso ampliado a mais de 97% das exportações mútuas. O tratado também prevê novas oportunidades para pequenas e médias empresas dos países signatários e pode ampliar o acesso a mercados, além de proporcionar maior previsibilidade e segurança jurídica nas relações comerciais entre os blocos.








