
Solano Ribeiro, crítico e produtor musical que ajudou a revelar nomes como Elis Regina e Chico Buarque, morreu neste sábado (31), aos 87 anos, em São Paulo. (Foto: Instagram)
Solano Ribeiro, crítico e produtor musical que teve papel central nos festivais que marcaram a história da MPB (música popular brasileira), morreu neste sábado (31.out.2026), aos 87 anos, em São Paulo (SP). Ele ajudou a lançar artistas como Elis Regina e Chico Buarque e contribuiu para levar a música brasileira a um público maior pela televisão.
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O produtor estava internado em uma clínica na capital paulista e recebia cuidados paliativos. Enfrentou um câncer em 3 ocasiões e, segundo a Rádio Cultura Brasil, onde apresentava um programa, a doença causou sua morte. O velório foi marcado para este sábado (31.out), das 15h às 17h, no Cemitério e Crematório Bosque da Paz, na Rua Ifema, 850, Jardim Miriam, em Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo.
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A trajetória de Solano começou em 1957, quando entrou na Escola de Arte Dramática, instituição posteriormente incorporada à USP (Universidade de São Paulo). Ele interrompeu os estudos para ser vocalista da banda de rock The Avallons, entre 1959 e 1960. Pioneiro do gênero no Brasil e conhecido em São Paulo, o grupo gravou 3 discos compactos simples. No início dos anos 1960, Solano também atuou no Teatro de Arena, um dos principais grupos teatrais brasileiros das décadas de 1950 e 1960.
Em 1963, recebeu o convite para coordenar a programação da extinta TV Excelsior. Também foi sócio fundador da Rádio Antena 1, em São Paulo. Dois anos depois, idealizou o 1º Festival de Música Popular Brasileira, exibido pela TV Excelsior. “Arrastão”, composição de Edu Lobo e Vinicius de Moraes interpretada por Elis Regina, venceu a competição.
Ao longo dos anos 1960, os festivais organizados por Solano ajudaram a apresentar artistas ao público e a impulsionar a indústria musical brasileira. Além da TV Excelsior, ele participou da organização de eventos exibidos pelas emissoras Record, Globo e Tupi. Elis Regina, Edu Lobo, Francis Hime, Chico Buarque, Nara Leão, Geraldo Vandré, Jair Rodrigues e Martinho da Vila estão entre os nomes que ganharam projeção nesses festivais.
Em 2003, Solano lançou “Prepare Seu Coração”, livro em que narrou sua carreira na comunicação e os bastidores dos festivais que marcaram uma geração de músicos. Desde 2006, apresentava na Rádio Cultura Brasil, em São Paulo, o programa “Solano Ribeiro e a Nova Música do Brasil”. A atração recebeu prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte em 2006 e 2012.
A Rádio Cultura Brasil lamentou a morte em nota e chamou Solano de “grande nome da história da MPB”. A emissora afirmou que perdia “um profissional insubstituível” e concluiu: “Gratidão eterna ao mestre Solano Ribeiro”. Sua filha, Solana Ribeiro, também publicou uma homenagem no Instagram. “Sem palavras… Papi, que saudade vou sentir de você… Te amo muito e sei que nos encontramos um dia. Que difícil”, escreveu.








