
MEC aciona PF e AGU para investigar ataques a estudantes, professores e instituições de ensino em ao menos cinco estados. (Foto: Instagram)
O Ministério da Educação acionou a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União para apurar ataques contra estudantes, professores e universidades federais. Segundo o ministério, os episódios ocorreram em escolas e instituições de ensino superior de pelo menos cinco estados e incluíram a divulgação de imagens de menores nas redes sociais.
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Os casos foram registrados após a reeleição do presidente Lula (PT). Entre as ocorrências estão intimidações, ofensas preconceituosas, ameaças de violência sexual e o uso de símbolos nazistas. As denúncias também envolvem ataques contra pessoas com diferentes posições políticas.
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Um dos episódios mais graves foi registrado no Rio de Janeiro. Fotos de crianças que haviam participado de uma manifestação estudantil foram retiradas de perfis de familiares e republicadas em páginas de extrema direita.
A mobilização ocorreu em 7 de outubro, logo após o primeiro turno das eleições presidenciais. O grupo saiu da Candelária e caminhou até a Cinelândia. Estudantes, professores e responsáveis de escolas públicas e particulares participaram do ato, que defendia a democracia e a educação pública.
Entre os conteúdos denunciados estava uma imagem de alunos menores do Colégio Pedro II, modificada com inteligência artificial e publicada em um perfil chamado Pixuleco. Na montagem, as roupas das crianças foram alteradas para que parecessem pessoas em situação de rua, e uma bandeira de Cuba foi acrescentada. O objetivo do material era ridicularizar os estudantes.
Ocorrências semelhantes foram relatadas em instituições de São Paulo, Paraná, Distrito Federal e Minas Gerais. Após a repercussão, familiares das crianças expostas registraram boletins de ocorrência e encaminharam denúncias às plataformas Meta e X. Segundo os relatos, as empresas avaliaram que não havia motivo suficiente para retirar as publicações do ar.
O juiz Sérgio Luiz Ribeiro, da 4ª Vara da Infância e da Juventude do Rio, declarou que o ECA assegura o direito à imagem e que o uso pejorativo de fotos de menores pode configurar injúria. As apurações estão a cargo dos órgãos acionados pelo Ministério da Educação.








