
Major da PM de São Paulo é acusado de filmar tenente durante banho em alojamento feminino; ele ainda não foi condenado. (Foto: Instagram)
Um major da Polícia Militar de São Paulo é acusado de filmar uma tenente enquanto ela tomava banho no alojamento feminino da Casa Militar, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O episódio teria acontecido em outubro de 2024, mas a denúncia do Ministério Público foi apresentada em maio de 2026.
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Identificado como Leonardo Casabona, o oficial responde a uma ação penal na Justiça Militar por suspeita de registrar, sem autorização, a intimidade sexual da subordinada. Na época, ele era capitão e ocupava posição hierárquica superior à da tenente. Segundo a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça Militar, Casabona teria entrado no alojamento feminino e direcionado o celular para a policial enquanto ela estava no banho.
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De acordo com a acusação, a tenente percebeu um celular com a câmera apontada para ela por uma abertura na porta do banheiro. Ela saiu do boxe, cobriu-se com uma toalha e foi ao corredor, onde encontrou Casabona segurando um aparelho. Ao ser questionado sobre o que fazia ali, ele teria respondido: “Nada, eu iria só zoar”.
Mensagens trocadas pelos dois depois do episódio foram incluídas no processo. Conforme a denúncia, o major pediu desculpas e disse que pretendia apenas fazer uma brincadeira. A tenente relatou que ficou abalada e passou a noite chorando, preocupada com a possibilidade de ter sido filmada durante o banho.
Dias depois, a policial contou o ocorrido à capitã Iara Maria, mulher de Guilherme Derrite, então secretário de Segurança Pública de São Paulo. Derrite informou o governador Tarcísio de Freitas, que determinou o afastamento de Casabona da Casa Militar. Em 14 de outubro de 2024, a tenente procurou a Corregedoria da Polícia Militar e formalizou a denúncia.
A defesa afirma que houve um mal-entendido e uma brincadeira de mau gosto. Casabona também levantou a hipótese de que a denúncia teria motivação política, em meio a divergências internas na cúpula da segurança pública paulista.
Além da ação penal, o major foi submetido a uma sindicância após ser transferido para o 21º Batalhão da Polícia Militar, na Baixada Santista. Em maio de 2026, recebeu uma repreensão disciplinar por perturbar a tranquilidade do alojamento feminino ao golpear um biombo. O boletim sobre essa punição não menciona a suspeita de filmagem.
O Ministério Público atribui a Casabona o crime previsto no artigo 216-B do Código Penal, relativo ao registro não autorizado da intimidade sexual, cuja pena é de seis meses a um ano de detenção. O processo tramita em segredo de Justiça e será julgado por um Conselho Especial de Sentença, composto por quatro coronéis e um juiz auditor. Casabona ainda não foi condenado.








