
James Talarico pode conquistar uma cadeira no Senado pelo Texas e mudar o equilíbrio político nos Estados Unidos. (Foto: Instagram)
A disputa por uma cadeira no Senado dos Estados Unidos pelo Texas pode definir qual partido controlará o Congresso no próximo ano. Com gastos superiores a US$ 500 milhões, a corrida se tornou a mais cara da história do país e tem importância que vai além do resultado legislativo: pode sinalizar mudanças no cenário político texano e nacional.
++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online
Os democratas não vencem uma eleição estadual no Texas desde 1988, mas pesquisas recentes apontam uma pequena vantagem para James Talarico, de 37 anos. Até o ano passado, ele era pouco conhecido fora da política estadual. Sua possível vitória seria a primeira do partido para o Senado pelo estado desde 1988 e poderia abalar os republicanos, que governam o segundo estado mais populoso dos EUA há décadas.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Em Lubbock, cidade com cerca de 250 mil habitantes que apoiou Donald Trump de forma expressiva dois anos atrás, milhares de pessoas foram ver Talarico na semana passada. Cerca de 3 mil acompanharam o discurso dentro do Fiesta Center, enquanto outras mil ouviam do lado de fora. O candidato criticou líderes conservadores por ignorarem as dificuldades econômicas, condenou a influência de grandes doadores e prometeu uma agenda contra a corrupção. Com referências à cultura local — da música country aos tacos de café da manhã —, afirmou que os texanos estão cansados da divisão e querem mudanças.
Os republicanos demonstraram preocupação com a possibilidade de perder o estado. Trump foi a Lubbock ao lado do candidato Ken Paxton e pediu votos, enquanto o senador Ted Cruz alertou que os democratas estavam levando mais eleitores às urnas. Integrantes do partido temem que uma vitória de Talarico incentive candidaturas democratas a outros cargos e provoque um avanço semelhante ao visto na Geórgia, na Carolina do Norte e na Virgínia.
O ambiente nacional também pesa contra os republicanos. Eleitores demonstram insatisfação com o custo de vida, incluindo o preço da gasolina, e responsabilizam, em grande medida, as tarifas de Trump e a guerra com o Irã. A corrupção ganhou espaço entre as preocupações, enquanto pesquisas e eleições especiais no Texas indicam que eleitores hispânicos estão desapontados com a fiscalização migratória do governo. Eles representam quase um terço da população estadual e têm comparecido em números historicamente elevados na votação antecipada.
Também há críticas à construção de centros de dados em áreas rurais. Diante da reação, o governador Greg Abbott, que disputa a reeleição, anunciou uma moratória de um ano para novas instalações de inteligência artificial no Texas. Paxton, de 63 anos, chega à eleição após derrotar John Cornyn, de 74, nas primárias republicanas. Trump apoiou Paxton pouco antes da vitória dele no segundo turno, elogiando sua disposição para lutar e sua lealdade.








