Tragédia! Mãe da copilota brasileira do avião que caiu faz desabafo avassalador

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Camila, mãe da copilota Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, que morreu na queda de um jato particular na Flórida, nos Estados Unidos, no domingo (1º), falou sobre a perda da filha em entrevistas à imprensa norte-americana. De família brasileira, a jovem estava entre as nove vítimas do acidente e havia começado a realizar o sonho de trabalhar na aviação ainda na adolescência. Em entrevista ao jornal New York Post, Camila contou que sempre incentivou a filha a seguir a carreira, embora tivesse receio dos riscos envolvidos na profissão.

“Eu queria que ela vivesse o sonho dela, mas eu sabia que o sonho dela seria a coisa que a levaria para longe de mim”, declarou Camila ao periódico.

Nathalia completaria 21 anos em janeiro de 2027 e já possuía licença para pilotar aeronaves desde os 17 anos. Segundo as informações divulgadas, a jovem tinha o desejo de trabalhar como piloto e conseguiu ingressar na aviação antes de completar a maioridade.

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Ao recordar a trajetória da filha, Camila também falou sobre o sentimento de acompanhar suas conquistas profissionais. “Estava muito orgulhosa dela. Eu sabia que ela estava vivendo o sonho dela”, afirmou ao New York Post.

Em outra entrevista, concedida ao jornal The New York Times, a mãe contou que Nathalia “adorava a liberdade” proporcionada pela aviação e que, para a jovem, “era completamente diferente ver o mundo do alto”.

A copilota estava a bordo de um Learjet 60 que havia partido de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. A aeronave decolou às 9h36, no horário local, e caiu por volta das 12h50 em uma região residencial do condado de Palm Beach, na Flórida.

O impacto provocou uma explosão e abriu uma cratera no asfalto, nas proximidades da Military Trail, uma das vias da região. Os destroços ficaram espalhados ao redor do local da queda. Segundo as informações divulgadas, não houve registro de mortes em solo.

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Dados do serviço de monitoramento aéreo FlightRadar24 apontaram que a última velocidade registrada do avião antes do impacto foi de aproximadamente 430 quilômetros por hora.

O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, comentou o acidente nas redes sociais e classificou o episódio como uma “tragédia horrível”. Ele também informou que a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) enviaria uma equipe para auxiliar os trabalhos de investigação.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) ficou responsável por apurar as circunstâncias da queda. Entre os elementos que deverão ser analisados estão as condições meteorológicas, os registros da aeronave, as comunicações realizadas durante o voo e os destroços encontrados no local.

As causas do acidente ainda não foram determinadas.