
MPSP recorre da condenação de Fernando Sastre e pede aumento da pena pela morte de Ornaldo Silva Viana e pelas lesões gravíssimas de Marcus Vinícius Machado Rocha. (Foto: Instagram)
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recorreu da condenação do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho e pediu à Justiça que aumente a pena pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo Silva Viana e pelas lesões gravíssimas sofridas por Marcus Vinícius Machado Rocha, amigo de Sastre que estava no Porsche durante o acidente.
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Fernando foi condenado a 17 anos e um mês de prisão por dirigir um Porsche em alta velocidade e causar a colisão fatal. Protocolado na última segunda-feira (02), o recurso foi apresentado pelos promotores Rodolfo Justino Morais e Lucas de Mello Schaefer, que pedem uma pena entre 24 anos e 27 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
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A apelação busca rever a dosimetria, isto é, os critérios usados para estabelecer o tempo de condenação. Segundo os promotores, a sentença por dolo eventual não levou em conta três circunstâncias presentes no processo e que deveriam influenciar o cálculo. O pedido ainda será analisado pela Justiça.
Um dos pontos mencionados é a intenção de exibir a potência do carro em vias públicas. Conforme relato de Marcus Vinícius, Sastre havia alterado o sistema de escapamento do veículo porque gostava de chamar a atenção para o desempenho do Porsche. A acusação também afirma que a namorada e amigos do empresário tentaram impedi-lo fisicamente de dirigir e o alertaram sobre os riscos.
O terceiro aspecto levantado pelo Ministério Público diz respeito à forma como Sastre conduziu o veículo. Na avaliação dos promotores, ele teria simulado uma direção tranquila nos primeiros quarteirões, enquanto seguia acompanhado pelo carro de apoio. Depois, teria mudado de percurso repentinamente, acelerado e se afastado dos amigos, passando a dirigir em alta velocidade pela Avenida Salim Farah Maluf.
Durante o julgamento, Fernando Sastre de Andrade Filho admitiu, pela primeira vez, ter consumido bebida alcoólica algumas horas antes de assumir a direção. Ao ouvir a sentença, ficou em silêncio; familiares demonstraram surpresa e decepção com a pena. Lucas Morais da Silva, filho mais velho de Ornaldo, avaliou o resultado como uma vitória e declarou: “A Justiça foi feita”. Além da prisão, Sastre foi proibido de dirigir veículos.








