
Sexta-feira Santa: a tradição de não comer carne (Foto: Instagram)
Com a chegada da Semana Santa, muitos brasileiros se questionam por que a tradição estabelece a proibição de carne na Sexta-feira Santa. Esse costume, adotado por milhões de fiéis ao redor do mundo, encontra suas raízes em um simbolismo profundo dentro do cristianismo. Ao renunciar à carne, o devoto participa de um ritual coletivo que reforça a conexão com a trajetória de fé e sacrifício de Cristo.
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Essa data relembra a crucificação e morte de Jesus Cristo, sendo um dia de luto, silêncio e reflexão para a Igreja Católica. Em muitas paróquias, o silêncio e a oração substituem celebrações festivas, reforçando o respeito ao sacrifício de Cristo.
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Historicamente, a carne vermelha sempre foi associada à fartura, à celebração e ao prazer, razão pela qual sua abstenção na Sexta-feira Santa representa um ato de sacrifício e reverência ao sofrimento de Cristo. Mais do que um simples “não” ao alimento, a renúncia à carne busca promover uma reflexão interior, incentivando o fiel a praticar disciplina e humildade em seu caminho espiritual.
O peixe, por sua vez, se firmou como substituto tradicional pois é considerado um alimento mais simples e humilde, que não se enquadra na categoria de carne vermelha ou de aves. Além disso, possui forte conexão com o relato bíblico, visto que muitos apóstolos eram pescadores, o que reforça o simbolismo de humildade e sustento divino.
Não há proibição explícita na Bíblia, mas a passagem de Mateus 9:15 associa jejum à ausência do “noivo”. O Direito Canônico, por sua vez, formaliza a abstinência de carne na Sexta-feira Santa e na Quarta-feira de Cinzas como ato de penitência obrigatório para os fiéis.
No contexto cristão, é importante distinguir jejum e abstinência: a primeira refere-se à redução de alimentos, permitindo apenas uma refeição principal e duas menores, enquanto a segunda consiste em não consumir carne vermelha ou de aves. Essas práticas, recomendadas pela Igreja, visam estimular a autodisciplina, o arrependimento e a proximidade com Deus.
A Sexta-feira Santa integra o período da Quaresma, que começa na Quarta-feira de Cinzas e se encerra no Domingo de Páscoa. Essa jornada de 40 dias simboliza a preparação espiritual, a disciplina e a reflexão sobre a paixão, morte e ressurreição de Cristo, culminando na celebração da Páscoa como triunfo da vida sobre a morte.







