Sóstenes Cavalcante diz que PL é uma grife nacional e não arriscará sua imagem sem contrapartidas

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Sóstenes Cavalcante afirmou que o PL decidirá na próxima semana se apoiará a reeleição de Hugo Motta ou lançará candidatura própria à presidência da Câmara. (Foto: Instagram)

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a bancada decidirá na próxima semana qual posição adotará na eleição para a presidência da Casa. Após reunião na sede do partido, em Brasília, ele disse que a sigla considera a atenção de seus eleitores antes de definir o caminho. Para Cavalcante, o PL é uma “grife nacional” e não deve colocar seu nome em risco sem oferecer contrapartidas a quem votou no partido.

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Com 121 deputados, o PL terá a maior bancada da próxima legislatura e avalia como se posicionar diante da reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB). O deputado paraibano já obteve o apoio de 15 partidos e tem a recondução à presidência da Câmara praticamente garantida. A legenda também considera lançar uma candidatura própria, em vez de apoiar Motta.

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A decisão envolve a possibilidade de o partido garantir espaços na Câmara, como vagas na Mesa Diretora e o comando de comissões. O PL é também a legenda do candidato derrotado Flávio Bolsonaro. Cavalcante afirmou que os eleitores estão atentos e lembrou que foram eles que ajudaram a formar a maior bancada na Câmara e no Senado. Segundo o líder, a decisão será tomada com equilíbrio e respeito.

Questionado sobre o risco de isolamento político caso o PL escolha uma candidatura própria, Sóstenes respondeu que ficar isolado inicialmente não significa necessariamente adotar uma estratégia ruim. Ele citou o episódio de 2023, quando o partido ficou sem espaços no Senado após Rogério Marinho (PL-RN) perder a disputa pela presidência da Casa para Rodrigo Pacheco, então filiado ao PSD de Minas Gerais. Cavalcante disse que, quatro anos depois, a legenda voltou “fortíssima”.