Jovem que morreu de câncer aos 18 anos pode virar santa

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Aos 18 anos, Maria Middleton morreu após enfrentar um tumor cerebral. Seis anos depois, uma petição à Arquidiocese da Filadélfia pede consultas preliminares sobre uma possível causa de canonização. (Foto: Instagram)

A história de Maria Middleton, jovem americana que morreu aos 18 anos após enfrentar um tumor cerebral, pode ter um novo capítulo na Igreja Católica. Seis anos depois de sua morte, ela passou a ser considerada para uma possível causa de canonização, após uma petição apresentada à Arquidiocese da Filadélfia, nos Estados Unidos.

Em junho de 2026, o arcebispo Nelson Pérez recebeu o pedido para iniciar consultas preliminares sobre a possível santidade de Maria. Ela morreu em 8 de outubro de 2020, mas seu testemunho segue tocando pessoas que dizem ter fortalecido a fé ao conhecer sua trajetória.

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Maria nasceu em 10 de setembro de 2002, na Pensilvânia. Desde criança, frequentava toda semana o Santuário Nacional de Nossa Senhora de Czestochowa, onde participava de momentos de adoração eucarística e aprendeu a rezar o rosário. Também gostava de música, dança irlandesa e esportes, destacava-se nos estudos, foi eleita presidente da turma e participava de ações beneficentes na escola e na paróquia.

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Em janeiro de 2019, quando tinha 16 anos, Maria recebeu o diagnóstico de um tumor cerebral inoperável no tronco encefálico. Os médicos informaram à família que ela poderia viver de nove a 12 meses. Apesar do avanço da doença e da perda gradual de habilidades físicas, a jovem manteve a esperança de ser curada e buscou aceitar a vontade de Deus. Suas últimas palavras registradas por escrito foram “Pense esperança”, frase que inspirou o nome de uma fundação criada em sua memória.

A preocupação com outras pessoas também marcou o período da doença. Nove meses após o diagnóstico, Maria viajou com os pais para Uganda, onde alunos de uma escola católica rezavam por sua recuperação. Lá, conheceu a história de uma menina que pediu orações pelo irmão, que tinha anemia falciforme. Mais tarde, ao receber uma oportunidade da organização Make-A-Wish, Maria escolheu usá-la para ajudar a família da menina e a escola. Em sua comunidade, participou de campanhas de arrecadação de agasalhos e de eventos para reunir recursos destinados a crianças com câncer.

A causa de canonização ainda está em fase inicial: a petição entregue a Nelson Pérez pede que o processo seja aberto e que comecem as consultas na Igreja Católica. Em outubro de 2026, centenas de pessoas compareceram a uma missa em memória de Maria no Santuário Nacional de Nossa Senhora de Czestochowa, na Pensilvânia, para lembrar os seis anos de sua morte. Desde 2020, os pais recebem mensagens de pessoas que afirmam ter voltado a participar da Igreja ou aprofundado a fé depois de conhecer a história da jovem.