Simepar confirma tornado F2 em Maringá, que contabiliza danos após temporal

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Tornado F2 deixa mais de 80 mil pessoas sem energia em Maringá (Foto: Instagram)

Mais de 80 mil pessoas ficaram sem energia elétrica após a passagem de um tornado por Maringá, segundo informou a Copel. O balanço da Prefeitura chegou a 363 ocorrências, e a dimensão dos prejuízos levou o município a decretar estado de calamidade pública.

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O Simepar confirmou na noite desta terça-feira (3) que um tornado de categoria F2 atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2). A informação foi apresentada durante uma coletiva convocada pela Prefeitura para atualizar as ações de recuperação.

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Técnicos do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná disseram que o fenômeno ocorreu durante uma forte tempestade, que causou danos em diferentes pontos da cidade. Centenas de árvores caíram, imóveis foram destelhados e estruturas comerciais e residenciais sofreram estragos. Veículos também foram atingidos, e a rede elétrica ficou comprometida.

A Copel relatou ainda que mais de 170 postes caíram no município, ampliando os impactos para moradores e serviços essenciais. Entre os locais afetados está o quartel do Corpo de Bombeiros, que teve parte da cobertura destruída. Na região do Parque das Indústrias, empresas sofreram danos severos, com telhados arrancados e estruturas metálicas de barracões destruídas.

Conforme o balanço municipal, as equipes atenderam 363 ocorrências de queda de árvores, além de chamados relacionados a danos em imóveis, veículos e postos. A classificação F2 pertence à Escala Fujita, que estima a intensidade de tornados com base nos estragos observados. Nessa categoria, os ventos são estimados entre 180 km/h e 253 km/h, com força para destelhar casas, derrubar árvores e destruir estruturas.

A avaliação da intensidade não depende somente da velocidade medida por uma estação meteorológica. Especialistas também analisam o padrão de destruição, a resistência das construções, os danos à vegetação, a dispersão de destroços e indícios de rotação dos ventos.

Em Maringá, o Simepar considera imagens de radar e satélite, registros meteorológicos, mapeamentos feitos com drones e vistorias em campo para determinar a trajetória e estimar a força do tornado. Após a tempestade, o Inmet registrou rajadas de 96,8 km/h, enquanto a estação meteorológica do Simepar na cidade marcou 81 km/h por volta das 3h30. As medições correspondem a pontos isolados e não indicam necessariamente a velocidade máxima no interior do tornado.