
Animação revela efeito da carbonatação no estômago (Foto: Instagram)
Um vídeo de simulação divulgado no TikTok pelo médico Dr. Boogie explora em detalhes o que acontece no organismo quando o consumo de refrigerantes se torna um hábito diário. A proposta do conteúdo foi acompanhar o trajeto da bebida do primeiro gole até as horas seguintes, evidenciando cada reação química e fisiológica desencadeada pela mistura de açúcar, ácido fosfórico, cafeína e gás carbônico. Em poucos segundos, o líquido já começa a afetar diversos sistemas do corpo, desde a cavidade oral até o estômago e a corrente sanguínea.
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Segundo dados apresentados no vídeo, cerca de 63% dos adultos nos Estados Unidos consomem pelo menos um refrigerante com cafeína diariamente. A bebida costuma ser associada a momentos de pequeno descanso ou ao impulso de disposição rápida, especialmente após o almoço, quando o cansaço tende a aparecer. A combinação de açúcar e cafeína oferece essa sensação imediata de vigor, mas, conforme mostrado por Dr. Boogie, os efeitos colaterais se acumulam de forma silenciosa e progressiva.
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No momento em que o refrigerante toca os dentes, os componentes ácidos e ricos em açúcar começam a agir contra o esmalte. O cirurgião-dentista Scott Cardall explica que qualquer substância muito ácida e com elevado teor de açúcar favorece o surgimento de cáries. “O refrigerante é bastante ácido e geralmente tem grandes quantidades de açúcar, que são transformadas em ácido lático pela placa bacteriana, iniciando a dissolução gradual dos dentes”, afirma Cardall, alertando para o risco de danos irreversíveis ao tecido dentário.
Além disso, o consumo frequente de refrigerantes pode afetar a produção de saliva, prejudicando a higiene bucal natural. O dentista Ankit Patel ressalta que a saliva desempenha um papel essencial na neutralização do ácido e na remoção de partículas de alimentos e bactérias. Beber a bebida em excesso pode diminuir a produção salivar, reduzindo a capacidade de controle das bactérias nocivas e aumentando a proliferação de agentes responsáveis por infecções e desconfortos na cavidade oral.
Após ser ingerido, o refrigerante percorre o esôfago rapidamente e chega ao estômago em poucos segundos, graças à sua forma líquida e ao gás carbônico que facilita esse trânsito. De acordo com a simulação, substâncias como o ácido fosfórico e a cafeína estimulam a produção adicional de ácido gástrico, enquanto o alto teor de açúcar desencadeia um pico no nível de glicose no sangue, levando à liberação rápida de insulina. Esse processo pode gerar desconforto e comprometer a digestão.
A carbonatação, por sua vez, pode provocar sensação de estufamento e aumento dos arrotos, principalmente em indivíduos mais sensíveis. Dr. Boogie mostra na simulação que o gás carbônico intensifica a distensão abdominal logo após a deglutição. Em paralelo, o organismo tenta lidar com o excesso de glicose, ocasionando oscilações bruscas de insulina. Esses efeitos, quando repetidos diariamente, podem tornar-se crônicos e refletir em desconfortos gástricos frequentes, sem mencionar o impacto no metabolismo energético.
Quanto à cafeína, ela é absorvida de forma quase imediata pela parede do estômago e chega à corrente sanguínea em poucos minutos, resultando em um pico de alerta e energia. Porém, conforme explicam especialistas, esse impulso costuma ser breve, seguido por uma queda de disposição ligada à flutuação dos níveis de glicose. O consumo regular também pode elevar temporariamente a frequência cardíaca e a pressão arterial. Scott Cardall e Ankit Patel alertam que, a longo prazo, o hábito diário aumenta o risco de instabilidade glicêmica, refluxo ácido, sensação constante de inchaço e consumo excessivo de calorias.







