Imagine viver 12 anos de vida sem nunca ter sentido o toque direto da pele de outra pessoa ou o frescor do ar livre. Essa foi a realidade de David Phillip Vetter, que nasceu em setembro de 1971 e se tornou mundialmente conhecido como “O Menino da Bolha”. Diagnosticado com uma doença genética raríssima (SCID) logo após o parto, o menino passou cada segundo de sua existência dentro de ambientes de plástico esterilizados para evitar germes que poderiam ser fatais.
++ Antonio Banderas anuncia apoio financeiro para pesquisa de cura do câncer de pâncreas
A rotina de David e de seus pais, Carol Ann e David Sr., era um verdadeiro teste de paciência e amor. Tudo o que entrava em sua bolha, de fraldas e roupas a alimentos e brinquedos, passava por um rigoroso processo de esterilização que durava horas. Para brincar ou abraçar o filho, os pais usavam luvas de borracha fixadas nas paredes da câmara. O caso comoveu tanto os Estados Unidos que, em 1977, a NASA chegou a fabricar uma roupa especial, semelhante à de um astronauta, para que ele pudesse dar seus primeiros passos fora da bolha.
Apesar de todos os esforços para proporcionar uma infância “normal”, com TV e escola dentro de seu casulo, a busca pela cura teve um desfecho triste. Aos 12 anos, David passou por um transplante de medula de sua irmã, Katherine, mas faleceu 15 dias depois devido a complicações de um vírus que não foi detectado nos exames pré-operatórios.
++ Simulação impressionante revela o que acontece no corpo ao consumir refrigerante todos os dias
O legado de David, no entanto, permanece vivo. Além de ter revolucionado os estudos sobre o sistema imunológico, sua história inspirou clássicos do cinema, como o filme estrelado por John Travolta e a comédia com Jake Gyllenhaal.















