
Neste domingo (1º), simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro organizaram manifestações em ao menos oito municípios brasileiros sob a bandeira “Acorda Brasil”. A mobilização, convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, concentrou protestos contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e críticas direcionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal. Entre as cidades com atos registrados estão São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Salvador, São Bernardo do Campo e Ribeirão Preto.
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Os participantes demandaram, sobretudo, a anistia dos envolvidos nas manifestações de 8 de janeiro e defenderam o impeachment de membros da Suprema Corte. Inicialmente focado em acusações ao Planalto e ao STF, o movimento ampliou sua pauta após acordos internos, transformando o perdão judicial em tema central da convocação.
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Em São Paulo, as manifestações ocuparam trechos da Avenida Paulista e atraíram autoridades do bolsonarismo. O senador Flávio Bolsonaro, acompanhado pelos governadores Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG), fez uso do microfone para criticar decisões do Judiciário e políticas do governo federal. Discursos enfatizaram a necessidade de retomar o protagonismo político da direita.
No Rio de Janeiro, estimativas independentes contabilizaram milhares de apoiadores na região da Cinelândia. Em Belo Horizonte, manifestantes se reuniram na Praça da Liberdade, exibindo faixas contra o STF e pedindo a saída de ministros da Corte. Em ambas as capitais, o clima foi marcado por buzinaços e falas inflamadas.
Na capital federal, o ato em frente ao Supremo Tribunal Federal reuniu manifestantes que erguiam cartazes pedindo mudança na composição da Corte. Em Goiânia e Salvador, grupos se concentraram em praças centrais e percorreram avenidas locais com carro de som. Também houve protestos em São Bernardo do Campo e Ribeirão Preto, onde participantes entoaram cânticos contra o que classificaram de “excessos judiciários”.
Organizadores anunciaram que o “Acorda Brasil” não será evento isolado e preparam novas convocações para as próximas semanas. A mobilização reflete o aumento da pressão de setores bolsonaristas sobre o Executivo e o Judiciário, em meio a um ambiente político cada vez mais polarizado no país.







