Iqbal Masih, nascido em 1983 em Muridke, foi submetido ao trabalho forçado ainda na infância para pagar uma dívida familiar e, após escapar, passou a denunciar o sistema de exploração infantil no país. Sua atuação levou à libertação de milhares de crianças, mas ele foi assassinado em 1995, aos 12 anos.
Aos quatro anos, Iqbal começou a trabalhar em uma fábrica de tapetes, onde crianças eram mantidas presas aos teares e submetidas a longas jornadas. Aos 10 anos, conseguiu fugir após tomar conhecimento de que o trabalho infantil havia sido considerado ilegal pela Suprema Corte do Paquistão.
++ Vini Jr. inspira nova tatuagem de Virginia Fonseca em homenagem às filhas
Após conquistar a própria liberdade, passou a atuar com a Frente de Libertação do Trabalho Escravo (BLLF), denunciando a exploração e ajudando a libertar mais de 3 mil crianças. Mesmo com sequelas físicas causadas pelos anos de trabalho e desnutrição, tornou-se uma das principais vozes contra a escravidão infantil.
Iqbal também passou a viajar para outros países, como Estados Unidos e Suécia, onde relatou sua história e defendeu o fim do trabalho infantil. Em 1994, recebeu o Prêmio Reebok de Direitos Humanos, em Boston, onde afirmou: “Eu sou um daqueles milhões de crianças que estão sofrendo no Paquistão devido ao trabalho forçado e infantil, mas tenho sorte devido aos esforços da Frente de Libertação do Trabalho Escravo (BLLF). Eu estou diante de vocês aqui hoje”.
++ Governo avalia reduzir tributos para conter aumento nas passagens aéreas
No ano seguinte, em 16 de abril de 1995, durante visita à cidade natal, foi morto a tiros. Investigações apontaram que o crime teve relação com suas denúncias contra a indústria de tapetes, que utilizava mão de obra infantil.

