Campanha de Lula usa Bad Bunny em nova propaganda eleitoral

Posted by

–


Lula e Bad Bunny em montagem da nova peça de campanha que adapta “Lo Que Le Pasó a Hawaii”. (Foto: Instagram)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou em 23 de setembro de 2026 uma nova peça de propaganda eleitoral que incorpora uma versão da música “Lo Que Le Pasó a Hawaii”, de Bad Bunny. A faixa integra o álbum “Debí Tirar Más Fotos”, vencedor do Grammy de Melhor Álbum do Ano em 2026, e foi adaptada para enfatizar questões de interesse nacional no Brasil.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

O mote da campanha é a defesa da soberania brasileira, bandeira adotada por Lula diante das tensões com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na interpretação usada no vídeo, a letra traz o verso: “Querem as terras-raras, querem que a gente saia”, reforçando o alerta contra influências externas que possam comprometer recursos estratégicos.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Originalmente, “Lo Que Le Pasó a Hawaii” aborda a gentrificação e o deslocamento de comunidades em Porto Rico, estabelecendo um paralelo histórico com o processo de anexação do Havaí pelos Estados Unidos. A 14ª faixa do álbum conduz o ouvinte a refletir sobre como decisões políticas podem afetar territórios e populações locais.

Para adequar o significado ao cenário brasileiro, a campanha reelaborou o conceito da canção. Embora o arranjo musical seja semelhante ao original, a propaganda utiliza trechos específicos para dialogar com a ideia de que a exploração de recursos como as terras-raras deve ser gerida em benefício do país e não de interesses estrangeiros.

Eis o trecho selecionado:
“Querem tomar o rio e também a praia.
Querem as terras-raras, querem que a gente saia.
Não, não, não largue a bandeira, não esqueça o que eu vivi.
Não quero que façam contigo o que eles fazem por aí”.

No discurso proferido durante a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, Lula defendeu que a extração de minerais estratégicos deve gerar valor dentro do Brasil, promover transferência de tecnologia e abastecer setores essenciais. O petista argumentou que o acesso a esses recursos deve resultar em contrapartidas que beneficiem diretamente a economia nacional.