Site icon Jetss BR

Democratas conquistam maioria no Senado e retomam o controle do Congresso dos EUA


Viradas históricas nas eleições de meio de mandato devem dar aos democratas o controle do Senado e da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. (Foto: Instagram)

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos impuseram derrotas importantes a Donald Trump e devem tirar dos republicanos o controle do Senado. Com viradas em Estados tradicionalmente conservadores, os democratas haviam garantido ao menos 54 das 100 cadeiras até as 5h de Brasília desta quarta-feira (04/11), segundo a apuração.

++ Sistema de IA revela como pessoas comuns estão criando novas fontes de renda online

Projeções apontaram que a vitória de Josh Turek em Iowa elevou a bancada democrata a 51 cadeiras, o suficiente para obter a maioria. O partido também deve assumir o controle da Câmara dos Representantes. A partir de janeiro, terá mais condições de aprovar projetos, contestar a agenda presidencial, barrar indicações ao Judiciário e abrir investigações sobre integrantes do governo Trump.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

Entre as disputas mais observadas estavam sete corridas ao Senado classificadas como indefinidas durante boa parte da campanha: Alasca, Maine, Texas, Michigan, Iowa, Kansas e Ohio. Projeções indicaram vitórias democratas de James Talarico no Texas, Sherrod Brown em Ohio, Adam Hamilton no Kansas, Josh Turek em Iowa e Troy Jackson no Maine. Também foram apontados triunfos democratas nas Carolinas, incluindo a vitória de Annie Andrews na Carolina do Sul, considerada uma das surpresas da noite. Alasca e Michigan ainda não tinham resultado definido, mas a maioria democrata não dependeria dessas apurações.

No Texas, o deputado estadual James Talarico encerrou décadas sem uma vitória democrata em eleições para o Senado no Estado, derrotando o republicano Ken Paxton. A disputa foi a mais cara da história para uma cadeira no Senado. Talarico, ex-professor e estudante de um seminário presbiteriano, enfrentou um adversário envolvido em um processo de impeachment em 2023, motivado por suspeitas de corrupção, suborno e abuso de poder. Paxton negou as acusações e foi absolvido pelo Senado estadual. A campanha também discutiu imigração, segurança pública, energia e direitos das pessoas trans.

Em Iowa, o ex-atleta paralímpico Josh Turek derrotou, segundo as projeções, a republicana Ashley Hinson, ex-apresentadora de telejornal. Aos 47 anos, ele nasceu com espinha bífida e representou os Estados Unidos no basquete em cadeira de rodas em quatro edições dos Jogos Paralímpicos, conquistando dois ouros. Tarifas, agricultura e a guerra com o Irã marcaram a campanha. No Kansas, Adam Hamilton venceu o senador Roger Marshall e pôs fim a 94 anos sem um democrata eleito para o Senado pelo Estado. A última vitória havia ocorrido em 1932.

Em Ohio, Sherrod Brown recuperou para os democratas a cadeira que perdeu em 2024, ao derrotar Jon Husted. O debate abordou as tarifas de Trump e seus efeitos sobre a indústria manufatureira e automobilística. No Maine, Troy Jackson foi projetado vencedor contra Susan Collins, senadora que ocupava a cadeira havia quase 30 anos. As viradas em Estados considerados seguros para os republicanos também foram vistas como sinais de insatisfação com as políticas do presidente, sobretudo na economia.

Exit mobile version